Alunos de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) da Diocese de Aveiro participaram, na semana de Carnaval, na peregrinação a Taizé 2026, aprofundando a dimensão espiritual numa experiência internacional de oração, serviço e fraternidade.
Cerca de 370 peregrinos aveirenses, entre os quais alunos do AgeÍlhavo e de várias escolas da diocese, viveram um Carnaval e início de Quaresma diferente na Comunidade Ecuménica de Taizé, em França, onde se reuniram com outros 1800 jovens de vários países, incluindo cerca de 1500 portugueses, a maioria alunos de EMRC, de outras dioceses.
Para os estudantes de EMRC, a participação nesta semana constituiu um “prolongamento concreto do que é trabalhado em contexto de sala de aula, permitindo passar da reflexão à vivência”.
“Esta semana foi a oportunidade de um encontro com os outros, com Deus e comigo mesma”, pois este é “um local de comunidade onde podemos ser nós mesmos, conhecer pessoas diferentes e sentir a união de todos”, descreve Matilde, aluna do Agrupamento de Escolas de Ílhavo.
Criada em 1940 pelo irmão Roger Schütz, a Comunidade Ecuménica de Taizé acolhe semanalmente milhares de jovens, propondo-lhes uma experiência de encontro e interioridade.
Num ambiente marcado pela simplicidade e pelo serviço partilhado os jovens são convidados em equipas de trabalho, oração e partilha.
“Percebi que todos os trabalhos são importantes, mesmo os menos agradáveis — no fim, tudo fica pronto porque cada um faz a sua parte”, afirma a jovem portuguesa.
Três vezes ao dia, ao ritmo dos monges cristãos, os mais novos reúnem-se em oração na capela da comunidade. À volta de cânticos meditativos e longos momentos de silêncio, o tempo é de descoberta de si e de conexão com Deus.
“O silêncio é a parte mais bonita das orações. Faz muito bem à cabeça e ao coração”, exprime a estudante.
Entre os participantes, repetia-se a expressão que sintetiza a intensidade da semana: “Taizé não se explica, sente-se.”
Os pequenos grupos internacionais de partilha bíblica reforçaram a dimensão de encontro e comunhão.
“No final, não são as coisas que nos tocam, são as pessoas. Nós fazemos Taizé”, resume Rodrigo, enquanto outros jovens exprimem “gratidão, acolhimento e amizade duradoura”, como essenciais da experiência.
Para o professor Filipe Tavares, docente de EMRC, a experiência de Taizé permite levar à prática algumas das aprendizagens e propostas da disciplina no contexto de sala de aula.
“É como que um prolongamento natural. Taizé não é apenas um lugar, mas na sua simplicidade, no serviço, na atenção ao outro gera-se fraternidade concreta que responde, de modo natural, às questões e interrogações que trazem a este lugar e que faz parte do caminho de cada um no seu crescimento espiritual”, sintetiza.
Educris|03.03.2026


