Papa Francisco: «Proteger e vigiar» como missão dos bispos

Francisco decidou a sua homilia matinal a refletir sobre a missão e função dos bispos na Igreja

“O bispo é aquele que supervisiona, que controla, é a sentinela, que sabe guardar para defender o rebanho dos lobos que se aproximam. A vida do bispo está envolta com a vida do rebanho”, afirmou o Papa Francisco que tomou para meditação o trecho do livro dos Atos dos Apóstolos proposto na liturgia de hoje.

O episódio narra o momento difícil vivido pela comunidade cristã que nascia em Antioquia e o modo como “Barnabé e Paulo foram enviados à comunidade e a coragem que os cristãos sentiram nas suas palavras que ensinaram a verdadeira doutrina”.

Para o Papa o pastor, que é o bispo na Igreja, tem a função de ser “vigia”:

“Fazer vigia significa fazer vigília  ou seja,  envolver-se na vida do rebanho. Jesus distingue bem o verdadeiro pastor do empregado, daquele que recebe um salário e não se importa se o lobo vem e come uma ovelha. De contrário o verdadeiro pastor que vigia, que está envolvido na vida do rebanho, defende não só todas [as ovelhas], defende cada uma, confirma cada uma e se uma vai embora ou se perde, ele vai atrás para a trazer de volta”, sustentou.

Para Francisco o bispo deve “ser próximo do rebanho” e recordou que o “povo cristão” tem “uma boa capacidade, um bom faro para entender a presença de um verdadeiro bispo”:

“Quantas vezes ouvimos: ‘Ah, este bispo! Sim, é bom, mas não cuida muito de nós, está sempre atarefado’, ou ‘este bispo mistura-se nos negócios, é um pouco comerciante e isso não é bom’. O povo de Deus sabe quando o pastor é pastor, quando o pastor é próximo, quando o pastor sabe vigiar e dá a própria vida por eles. A proximidade”, reforçou.

No final o Papa rezou:

“Peçamos ao Senhor que nos dê sempre bons pastores, que não falte à Igreja a proteção dos pastores. Não podemos ir avante sem isto. Que sejam homens assim, trabalhadores, de oração, próximos, próximos ao povo de Deus… digamos em numa só palavra: homens que saibam vigiar.

Educris com Osservatore Romano

04.05.2018

Scroll to Top