Quase um mês depois do «Jubileu do Mundo Educativo» em Roma, Sérgio Martins, diretor do Departamento Diocesano de Educação Cristã (DDEC) da Diocese de Aveiro, sublinha a importância do encontro com o Papa Leão XIV e o impacto que este teve na reflexão sobre o papel dos educadores.

“O Papa Leão XIV desafiou-nos a sermos verdadeiros educadores”, recorda Sérgio Martins. Para o responsável, o encontro permitiu aos docentes levar para o quotidiano “novas ferramentas para melhorar a ação pedagógica e promover o crescimento integral dos alunos”.
“O apelo do Papa à “recuperação e atualização do Pacto Educativo Global”, explica, coloca no centro da ação educativa “a educação integral, capaz de gerar comunidades mais humanas e felizes”.
Alegria e interioridade no centro da ação educativa
Sérgio Martins destaca que dois dos principais desafios passam “pela alegria e pelo cuidado da interioridade”, começando pelos próprios educadores.
“A alegria proposta por Leão XIV não é superficial, mas nasce da interioridade de cada docente e da sua própria relação com Deus. Se não formos capazes de irradiar alegria, o caminho perde-se”, reforça.
O diretor do DDEC acrescenta que “o equilíbrio interior do educador cristão é fundamental para ajudar a criar cidadãos responsáveis e equilibrados” e que “só a partir do equilíbrio próprio é possível ajudar a percorrer este caminho que é a vida, nas suas diferentes dimensões, aos que nos são confiados”.
Atenção à valorização dos docentes
Num momento de grande instabilidade na classe docente em Portugal, Sérgio Martins recorda o alerta do Papa sobre o desgaste dos professores, muitas vezes “sobrecarregados por tarefas burocráticas” e “pouco valorizados pela sociedade”.
“Na Diocese de Aveiro, queremos reforçar oportunidades de encontro e reflexão para os docentes, proporcionando momentos para parar, reencontrar-se consigo e com os outros”, anuncia.
O DDEC já tem “várias iniciativas previstas no calendário diocesano, cuja intenção é promover esta renovação interior em cada educador, para que isso se reflita no quotidiano escolar, na relação com os alunos e na capacidade de acolher as suas preocupações, frustrações e alegrias”, conclui Sérgio Martins.
Educris|20.11.2025


