
Delegação portuguesa assegura 20 mil euros à sua congénere ucraniana para apoio e assistência humanitária à população
A Cáritas está profundamente preocupada com o impacto desta intervenção militar na população local, que desde há oito anos vive os efeitos de uma crise que já fez 14.000 vítimas mortais e desalojou 1,5 milhão de pessoas.
“É inacreditável que no século XXI, no centro da Europa, haja pessoas que são acordadas às 5 da manhã ao som de sirenes de ataque aéreo”, denuncia Tetiana Stawnychy, presidente da Cáritas Ucrânia.
Numa primeira reação ao ataque em grande escala, lançado pelas forças russas, contra aquele país do leste europeu a responsável deu conta de uma situação dramática.
“Antes do ataque, já havia 2,9 milhões de pessoas locais em ambos os lados da linha de contato que precisavam de assistência humanitária. Hoje, esse número está a aumentar exponencialmente”, acrescenta Tetiana Stawnychy.
Num gesto de solidariedade a Cáritas Portuguesa, através do seu Fundo de Emergências Internacionais, já se comprometeu com uma doação de 20 mil euros, diretamente para a Cáritas da Ucrânia, para contribuir que as pessoas sejam cuidadas e protegidas.
“Com este gesto queremos dar um sinal da nossa solidariedade para com estas população e garantir que a Cáritas da Ucrânia tem condições de continuar o seu trabalho junto das pessoas afetadas através da distribuição de alimentos, água potável, abrigo seguro e kits de higiene”, explica Rita Valadas, presidente da Cáritas Portuguesa, num comunicado enviado hoje ao EDUCRIS.
A nota dá conta de uma “antecipação da resposta humanitária para uma possível escalada do conflito”, desde o verão de 2021, tendo sido criadas “equipas de profissionais e voluntários para aumentar a sua capacidade de responder às necessidades das comunidades locais e fortalecer a sua rede”.
Para a Cáritas é indispensável garantir que “todas as pessoas tenham acesso à assistência humanitária, particularmente os mais vulneráveis ??e que a liberdade de movimento seja garantida para aqueles que procuram fugir do conflito”.
“Todos nós somos desafiados a agir. O que está a acontecer na Ucrânia coloca em risco a estabilidade e a paz internacionais e, por isso, todos somos mobilizados para fazer tudo o que possa estar ao nosso alcance para minimizar o sofrimento destas pessoas e para garantir que haja respeito pelo direito internacional”, completa Rita Valadas, presidente da Cáritas Portuguesa.
Educris|25.02.2022


