
Francisco apelou à “unidade em tempo de dificuldades” pois só deste modo se “supera a divisão”
“Vamos orar para que o Senhor nos dê a graça da unidade entre nós. Que as dificuldades deste tempo nos faça descobrir a comunhão entre nós, a unidade que é sempre superior a qualquer divisão”, rezou o Papa no início da eucaristia a que presidiu na Casa de Santa Marta, no Vaticano.
Na sua homilia, e tomando para meditação o trecho do livro dos Atos dos Apóstolos que apresenta Pedro, em dia de Pentecostes, a anunciar a necessidade de uma conversão, Francisco explicou o significado da palavra “conversão”.
“Converter-se é voltar a ser fiel. A fidelidade é uma atitude humana que nem sempre é comum na vida das pessoas, nas nossas vidas”, afirmou.
Para o Papa o problema da fidelidade encontra-se “na existência de ilusões que atraem” e que “nos fazem correr atrás delas”.
A segurança e os ídolos
“Muitas vezes, quando nos sentimos seguros, começamos a fazer os nossos planos e lentamente afastamo-nos do Senhor; não permanecemos fiéis, denunciou.
Francisco convidou os crentes a refletirem sobre o lugar, ou os lugares, onde depositam “a segurança” e questionar-se que “se a minha segurança não é o que o Senhor me dá, então, “ela é um ídolo que me afasta de Deus”.
Madalena: Ícone dos Apóstolos
“A segurança e uma graça, mas é preciso que o Senhor esteja no centro. Quando tenho segurança e eu estou no centro afasto-me do Senhor, torno-me infiel”, constatou.
O Papa apontou “Maria Madalena” como um dos ícones “desta fidelidade ao Senhor”.
“O Evangelho mostra-nos o ícone da fidelidade. Aquela mulher nunca havia esquecido tudo que o senhor havia feito por ela. Ela estava lá, diante da tragédia. Uma fidelidade que a faz pensar que é capaz de carregar o corpo… (cf. Jo 20, 15). Uma mulher fraca, mas fiel. O ícone da fidelidade desta Maria Madalena, apóstolo dos apóstolos”, explicou.
No final da sua homilia, e como sempre faz, o Papa Francisco rezou pedindo “ao Senhor a graça da fidelidade: agradecer quando Ele nos dá certezas, mas não pensar nunca que são as ‘minhas’ certezas e manter o olhar para lá destas certezas. Pedir a graça de ser fiel mesmo antes dos sepulcros, antes do colapso de muitas ilusões. Lealdade, que permanece sempre, mas que não é fácil mantê-la”.
Educris|14.04.2020




