Covid-19: Papa reza pelos «artistas e pede a graça da criatividade» (C\vídeo)

Francisco lembrou papel dos artistas em momento de pandemia e desafiou os crentes a recordarem o “primeiro encontro com Jesus”

“Oramos hoje pelos artistas, que têm uma capacidade de serem criativos e, pelo caminho da beleza, mostram-nos o caminho a seguir”, disse o Papa no início da eucaristia transmitida pelos serviços de comunicação do Vaticano.

Francisco pediu “ao Senhor que nos dê a todos a graça da criatividade neste momento”.

Na sua homilia, e tomando o excerto do evangelho que se segue à “multiplicação dos pães” o papa convidou os crentes a contemplarem a postura de Jesus perante aqueles que queriam “fazê-lo rei”.

“Jesus alimentou-os. Curou enfermos. Queriam fazer dele rei. Jesus foi embora e foi orar (cf. v. 15). Estas pessoas ficaram lá e no dia seguinte procuravam por Jesus ‘porque ele tinha que estar aqui’, mas Jesus desaparece”, afirmou.

O papa lembra que “esta atitude de jesus”, de se afastar para rezar, provoca naquela população “o primeiro sentimento” acerca de Jesus. A atitude de Jesus surge para corrigir o caminho que parecia mais fácil.

“Jesus corrige a atitude do povo, da multidão, porque no meio da jornada afastou-se do primeiro momento, do primeiro consolo espiritual e seguiu um caminho que não é correto, um caminho mais mundano que evangélico”, lembrou.

Para Francisco esta “tentação” acontece hoje aos seguidores de Jesus “quando o começamos a seguir, e vamos atrás dos valores do evangelho, mas, como o tempo, desviamo-nos e buscamos algo mais material, mais mundano. Perdemos a memória do primeiro entusiasmo”, lamentou.

“É uma graça a pedir ao Senhor, porque na vida sempre teremos a tentação de nos afastar porque vemos outra coisa: A graça de sempre voltar ao primeiro chamamento, ao primeiro momento, ao primeiro encontro”, pediu.

Francisco convidou os fiéis a recordarem-se “do primeiro encontro com Jesus”, daquele “momento em que jesus se aproximou de nós”.

“Cada um de nós tem sua própria “Galileia”, o seu próprio momento em que Jesus se aproximou de nós e disse: «segue-me»”.

No final o Papa deixou o desafio a que cada um recorde “o primeiro encontro, fazer memória da «minha Galileia», quando o senhor olhou para mim e me disse: «Segue-me»”, completou.

Educris|27.04.2020

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