
Francisco apresentou hoje José como “o justo que entrou em diálogo com o Mistério”.
O Papa Francisco rezou hoje pelos presos e convidou os crentes “à comunhão espiritual” perante a pandemia que se espalha por tantos países no mundo e que provoca “incerteza e dor”.
“Rezemos hoje pelos irmãos e as irmãs que se encontram na prisão: eles sofrem muito, pela incerteza daquilo que acontecerá dentro da cadeia e também pensando nas suas famílias, como estão, se alguém está doente, se falta alguma coisa. Estejamos hoje próximos dos reclusos, que sofrem muito neste momento de incerteza e de dor”, disse Francisco, no início da celebração a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta, no Vaticano.
Na sua homilia o Papa tomou o Evangelho que apresenta “são José” como “um justo” e um homem de fé, que vivia habitado pela fé. Pode ser elencado na lista das pessoas com fé. Era justo porque vivia a sua fé”.
“[José] Foi eleito para educar um homem que era verdadeiro homem, mas também era Deus: era preciso um homem-Deus para educar um homem assim, mas não havia. O Senhor escolheu um ‘justo’, um homem de fé. Um homem capaz de ser humano e também capaz de falar com Deus, de entrar no mistério de Deus”, apontou na solenidade que hoje a Igreja assinala.
Uma Igreja sem Mistério fica pela metade
Francisco afirmou que “José viveu a sua vida de homem, na sua profissão e entrou no mistério. Um homem capaz de manter diálogo com o Mistério de Deus! Não era um sonhador. Com a mesma naturalidade com que fazia o seu trabalho, a precisão do seu trabalho”, disse.
“Penso na Igreja hoje, na solenidade de São José. Os fiéis, bispos, sacerdotes, consagrados e consagradas, o Papa. “Somos capazes de entrar no mistério? Ou precisam de ajustar-se segundo prescrições que os defendem daquilo que não podem controlar?”, questionou.
“Quando a igreja perde a capacidade de entrar no mistério perde a capacidade de adorar!”
No final da sua homilia o Papa rezou pedindo para “que a igreja possa viver na realidade de todos os dias e na realidade do Mistério. Pois se não puder fazê-lo será uma Igreja pela metade. Uma associação pia, cheia de prescrições, mas sem o sentido da adoração. Entrar no mistério não é sonhar. Entrar no mistério é isto: Adorar. É fazer hoje o que faremos no futuro quando chegarmos à presença de Deus. Que o Senhor dê esta graça à Igreja”, concluiu.
Educris|19.03.2020



