
Francisco visitou ontem a cidade italiana de Assis e escutou o testemunho de pessoas em fragilidade. O encontro marca início das celebrações do V Dia Mundial dos pobres que a Igreja assinala este domingo
De volta a Assis, a terra natal de São Francisco, que inspirou o seu nome, o Papa encontrou-se com 500 pessoas desfavorecidas e reafirmou ser “tempo de dar voz” aos mais desfavorecidos.
“É hora de voltar a dar voz aos pobres, porque os seus pedidos foram ignorados por muito tempo. É hora de abrir os olhos para ver o estado de desigualdade em que vivem tantas famílias. É hora de arregaçar as mangas para restaurar a dignidade com a criação de empregos”, pediu o Papa na Basílica de Santa Maria dos Anjos onde se conserva a capela reconstruída por São Francisco de Assis à portas da cidade da paz.
Na ocasião Francisco ouviu e agradeceu os testemunhos partilhados, e reafirmou a ideia de que a pobreza não é responsabilidade dos mais pobres.
“A presença dos pobres é vista muitas vezes como um incómodo que se tolera. E há quem diga que os responsáveis pela pobreza são os pobres! Um insulto, acima de tudo”, afirmou o Papa.
Para Francisco é urgente “fazer um exame de consciência às nossas próprias ações, à injustiça de determinadas leis e medidas económicas, e à hipocrisia dos que querem enriquecer à custa dos mais fracos”.
O Papa renovou os apelos a que se quebre “o circulo da indiferença” e desafiou ao escândalo perante as situações injustas.
“É tempo de abrir os olhos para ver o estado de desigualdade em que vivem tantas famílias. É tempo de restituir a dignidade, criando postos de trabalho. É tempo de nos escandalizarmos perante as crianças que morrem de fome, são escravizadas, vítimas de naufrágio e de toda a espécie de violência. É tempo de quebrar o círculo de indiferença”, afirmou o Papa.
O Dia Mundial dos Pobres vai ser celebrado amanhã, domingo, com uma eucaristia presidida pelo Papa na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Francisco escreveu uma mensagem para a ocasião.
Educris|13.11.2021
Imagem: Vatican News




