
Papa celebrou, esta tarde, a eucaristia na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos e lembrou as vítimas d Covid-19
O Papa disse hoje que “A esperança cristã é uma âncora que dá sentido à vida”. Na sua homilia, proferida durante a eucaristia a que presidiu no Cemitério ou Campo Santo Teutónico, no centro do Vaticano, Francisco recordou as palavras de Job para reafirmar «eu sei que o meu Redentor está vivo e no último dia se levantará sobre a terra», «Eu próprio o verei, meus olhos o hão de contemplar».
“Esta esperança de Job, derrotado, quase sem pele, num ponto de morte, é dom e graça que deve ser pedida”, afirmou o papa.
“Uma esperança que é um dom: nós não podemos ter; é um dom que devemos pedir: ‘Senhor, dá-me a esperança’. Há tantas coisas más que nos levam a desesperar, a acreditar que tudo será uma derrota final, que depois da morte não haverá nada… E voz de Job ressoa: ‘eu sei que o meu Redentor está vivo e no último dia se levantará sobre a terra, eu próprio o verei, meus olhos o hão de contemplar»”, sustentou.
Para o Papa a esperança “não desilude” porque dá “sentido à vida” e funciona nela como “uma ancora” à qual nos devemos agarrar porque “é dom de Deus”.
O Papa concluiu recomendando um olhar sobre os cemitérios no dia de hoje e o repetir das palavras de Job: «eu sei que o meu Redentor está vivo e no último dia se levantará sobre a terra, Eu próprio o verei, meus olhos o hão de contemplar», concluiu.
A 5 de novembro, pelas 11h00 de Roma (menos uma em Lisboa), o Papa preside à Missa anual pelos cardeais e bispos falecidos nos últimos 12 meses, com participação limitada de assembleia.
As origens da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos
A comemoração de todos os fiéis defuntos encontra as suas origens no final do primeiro milénio.
Santo Odilão, Abade de Cluny, determinou, em 998, que em todos os mosteiros da sua Ordem se fizesse nesta data a evocação de todos os defuntos desde o princípio até ao fim do mundo.
Educris|02.11.2020




