Igreja: Faleceu D. Ilídio Leandro, bispo emérito de Viseu

Bispo emérito de Viseu faleceu hoje aos 69 anos de idade

D. Ilídio Pinto Leandro, partiu hoje “para a casa do Pai” no Hospital de São Teotónio, onde estava internado após agravamento da sua saúde, anunciou a diocese de Viseu.

Num comunicado divulgado pela diocese D. António Luciano, manifesta “profundo pesar”, informando que o falecimento aconteceu às 11h30 desta sexta-feira.

“Demos graças a Deus pelo dom da sua vida e ministério. Que o Senhor Ressuscitado, aquele que venceu a morte, o receba no seu Reino glorioso”, lê-se na missiva.

Para sábado, dia 22 de fevereiro, está já marcado um tempo de “oração e vigilia” a partir das 12h00 e até às 21h00 na Igreja do Centro Pastoral de Viseu. No domingo, pelas 12h00, decorre o cortejo fúnebre para a Catedral de Viseu, onde o corpo permanece até à celebração da Missa Exequial, pelas 15h00.

As cerimónias prosseguem na terra natal do falecido bispo, Rio de Mel (Pincelo dos Milagres, São Pedro do Sul), onde é celebrada a Eucaristia, pelas 17h00, seguindo-se o sepultamento no cemitério local.

D. Ilídio Leandro foi bispo de Viseu de 2006 a 2018, quando o Papa aceitou a sua renúncia ao cargo, por motivos de saúde.

“Foi para mim uma altíssima honra trabalhar com quem, como eu, se disponibilizou, ao longo destes 12 anos, para servir em qualquer área da vida social, familiar, eclesial ou política, disponibilizando-se para melhorar a comunidade a que cada uma e cada um pertencem e responder às necessidades de cada pessoa e de cada Comunidade, em cada situação concreta”, disse, na celebração despedida promovida pela diocese.

Um Pastor que queria ser pároco e o encontro com o  «Say Yes, aprender a dizer sim»

Após o Papa Francisco ter aceitado a sua renúncia a 3 de maio de 2018 D Ilídio Leandro disse aos jornalistas que sentia a “obrigação pessoal de não viver à sombra da bananeira” e que tinha já expressado ao novo bispo diocesano o desejo de ser pároco:

“Gostaria de voltar a paroquiar. Uma ou duas comunidades, no limite pois é injusto auferir um salário sem trabalho”.

Já em 2019 o prelado passou a colaborar com o projeto «Say Yes, aprender a dizer sim», um projeto de catequese com adolescentes rumo à JMJ Lisboa 2022.

Ao EDUCRIS considerou a iniciativa uma “belíssima experiência pedagógica” e lembrou que o caminho que ia surgindo pela primeira vez era “impagável”.

“Para mim foi uma aprendizagem de uma belíssima experiência que foi feita pela equipa que está a trabalhar este grande projeto que tem em vista 2022, mas que trilha um caminho antes e depois da JMJ. É uma belíssima experiência pedagógica que vai ajudar a fazer caminho à luz desta vida que aqui está a brotar. Quero dar os parabéns à equipa que está por detrás deste projeto pois o que estão a fazer é impagável”, afirmou na ocasião.

Educris|21.02.2020

 

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