
Cardeal-Patriarca de Lisboa destacou a relação da cidade com África, a natureza evangelizadora dos portugueses e comparou o rio tejo ao mar da Galileia.
Depois de meses de espectativa e mais ou menos informações truncadas, confirmações envergonhadas e desmentidos duvidosos o Cardeal Kevin J. Farrell, perfeito do dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, fez o anúncio, em nome do Papa Francisco, no final da missa de envio das Jornadas do Panamá.
Com cerca de 300 peregrinos e 6 bispos presentes nas JMJ19, Portugal fez a festa além e aquém fronteiras com as inciativas «JMJ made in Pana/Cá» e «Panamá in Douro» a reunirem algumas centenas de jovens à espera do anúncio esperado.
Na conferência da tarde de apresentação das Jornadas Mundiais de 2022 D. Manuel Clemente, visivelmente feliz pela escolha do Papa, apresentou Lisboa como “uma cidade que é ponte de encontro da lusofonia” com uma “forte comunidade de origem africana” e com ligações sólida ao continente africano.
Sobre o lugar escolhido para acolher as JMJ2022, o prelado apontou “um magnifico espaço onde se realizou, há 20 anos, a Expo’98”, por ser um “lugar belo onde o rio Tejo cria o mar da palha que recorda o mar da Galileia com, sensivelmente, as mesmas dimensões”.
Para D. Manuel Clemente, e tal como aconteceu nas JMJ do Panamá, haverá uma grande preocupação “com a dimensão inter-religiosa” do evento.
Lisboa, capital da tolerância, humanismo e paz
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, presente na conferência de imprensa, assegurou “o máximo compromisso dos organismo municipais com a iniciativa” e aproveitou o momento para agradecer “ao Vaticano e à Igreja Portuguesa a confiança depositada na cidade”.
“Lisboa vai ser a capital da tolerância, humanismo e paz” em 2022, afirmou.
Roma destaca «Vocação evangelizadora universal de Portugal
As Jornadas Mundiais da Juventude são da responsabilidade do Dicastério Vaticano para o Leigos, a Família e a Vida em colaboração com o comité organizador local. Presente na conferência o padre Alexandre Awi Mello, secretário do Dicastério, felicitou o “patriarcado e a Igreja de Portugal bem como as autoridades nacionais” pela candidatura.
Esta JMJ de Lisboa será particularmente significativa porque assinala “o plano de Deus” para todo um país de “levar o evangelho a todas as partes do mundo”:
“Portugal, pelas suas relações privilegiadas com os países africanos que falam português, coloca em destaque a vocação universal da Igreja portuguesa”.

