JNC2016: “Maria, a mãe, discípula e educadora ensina-nos a alegria de Jesus”

Na manhã do segundo dia das Jornadas Nacionais de Catequistas (JNC) os 450 catequistas que participam nos trabalhos, em Fátima, acolheram a conferência «Maria, mãe, discípula e educadora», proferida pelo bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto.

No início da sua intervenção o prelado começou por afirmar que “esta conferencia é mais uma contemplação dos mistérios que Maria viveu com Cristo” do que uma clássica conferência teológica”. D. António Marto propos-se fazer um “percurso contemplativo e narrativo da vida de Maria, seguindo os passos da mãe do Senhor desde Nazaré, passando por Canaã e pelo calvário e terminando no Cenáculo.

O bispo de Leiria-Fátima alertou os catequisas para o facto da “figura de Maria e a sua imagem” ser “o símbolo mais importante da cristandade ocidental depois da cruz”. Deste modo, apontou, “precisamos de conhecer bem o lugar de Maria na vivência do Povo de Deus” começando por perceber, desde logo, “que Maria não é o centro do cristianismo. Não substitui Cristo mas está a ele associada na força do Espirito Santo”.

Três pilares da devoção a Maria

Em ano de centenário das aparições de Maria na Cova da Iria o bispo local afirmou a necessidade de se situar a devoção a Maria em três pilares:

O primeiro pilar baseia-se na “contemplação da beleza do amor misericordioso de Deus por cada um de nós”. O segundo pilar passa pela “contemplação da beleza da Igreja como povo do Senhor”. O terceiro pilar passa pela “contemplação da vida com Cristo de quem foi mãe e a primeira e mais perfeita discípula”.

D. António Marto convidou os agentes de pastoral a “estarem atentos às muitas confusões que ainda persistem sobre a figura de Maria”:

“São muitos os santuários marianos no mundo e incontáveis os títulos de Maria. Muitos discutem, até qual a invocação mais milagrosa ou mais poderosa como se falássemos de várias Marias. Nada de mais errado”, sustentou.

O bispo de Leiria-Fátima lembrou que “as várias manifestações da Mãe de Jesus” tem contextos históricos e mostram “a atenção da mãe ao manifestar-se nas vestes e nas culturas de cada um”.

 

Ser cristão, ser catequista é transmitir a Alegria

Recordando a anunciação D. António Marto convidou a contemplar a invocação do Arcanjo Gabriel a Maria:

“O arcanjo cumprimenta Maria com a expressão ‘Alegra-te’. A primeira palavra do Altíssimo, através do arcanjo, é a Alegria. Em Maria, Deus comunica a alegria da encarnação a toda a Humanidade”.

Maria torna-se, assim, a “primeira crente, sem antes, ter dúvidas e questionar o porquê dos planos de Deus para ela. Daí nasce não o sim mas o colocar Deus no lugar de Deus: Faça-se a tua vontade”.

Deste modo D. António Marto convidou os catequistas a percecionarem o Cristianismo antes de mais como “o anúncio da alegria de um Deus que encarna, que se quer fazer um de nós” e não, “como nos lembra o Papa Francisco, ‘um anúncio triste e enfadonho'”.

Ouça a conferência completa do bispo de Leiria-Fátima aos catequistas.

Recursos:
Áudio: «Maria, mãe, discípula e educadora»


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