
Fátima Castro, responsável pelo Departamento Arquidiocesano de Catequese de Braga, defendeu nas Jornadas Nacionais de Catequistas, realizadas em Fátima no último fim de semana, que a formação continua a ser “o principal desafio” para os catequistas, especialmente numa diocese com mais de cinco mil agentes e 552 paróquias
Fátima Castro, responsável pelo Departamento Arquidiocesano de Catequese de Braga, defendeu nas Jornadas Nacionais de Catequistas, realizadas em Fátima no último fim de semana, que a formação continua a ser “o principal desafio” para a catequese.
“Há vontade de acolher, mas nem sempre existem catequistas com a preparação necessária para responder a todas as situações”, afirmou, referindo-se a temas como a integração de crianças com necessidades educativas especiais.
“Muitas das dificuldades que enfrentamos poderiam ser resolvidas com formação adequada”, sublinhou à margem do painel que reuniu a experiência de três catequistas portugueses.
Lembrando a diversidade do território bracarense, com realidades muito distintas entre zonas rurais e urbanas, a responsável sublinhou que “a diversidade é um dom, que traz oportunidades que é preciso aproveitar, mas é um desafio”.
“Temos paróquias com dez ou quinze crianças e outras com quinhentas ou seiscentas e isso é um desafio”.
Desde que assumiu a coordenação do Departamento Fátima Castro, com larga experiência nas missões em Moçambique, deu conta das preocupações em “reforçar o trabalho de base e alargar a rede de formadores”.
“Percebemos que, com uma equipa arquidiocesana de apenas seis elementos, seria impossível chegar a todos. Por isso, pedimos às equipas arciprestais que identificassem catequistas disponíveis para colaborar na formação”, explicou.
O processo resultou na criação de uma rede de 65 catequistas-formadores, atualmente em formação com diferentes intervenientes — bispos, padres e leigos — com o objetivo de descentralizar o trabalho e fortalecer a preparação local.
“Queremos catequistas conscientes da sua missão e capazes de dinamizar a formação nas suas paróquias e arciprestados”, afirmou.
Durante a partilha, e perante cerca de 1100 catequistas de todo o país, Fátima Castro abordou a importância de manter uma atitude de atenção e leitura dos sinais que surgem no quotidiano.
“Ao longo da vida, sinto-me privilegiada por conseguir perceber como Deus fala através dos outros. É uma questão de estar atenta aos sinais”, referiu, acrescentando que essa escuta interior é essencial também no trabalho pastoral e educativo.
A formação das equipas arciprestais e a introdução de momentos de catequese nas visitas pastorais são outras das medidas em curso.
“Cada visita pastoral começa com uma catequese dirigida aos catequistas, em colaboração com os bispos, o que tem permitido reforçar a ligação entre as comunidades e a diocese”, concluiu.
O Departamento de Catequese de Braga vai dinamizar, já a 1 de dezembro, o Dia Arquidiocesano do Catequista, no Fórum Braga. Ainda antes, e a 15 e 16 de novembro, o seminário da Silva, em Barcelos, acolhe um retiro para catequistas daquela Arquidiocese, orientado pela irmã Manuela Silva Magalhães.
Educris|21.10.2025


