Jubileu 2025: «A alegria deve ser a bússola dos educadores católicos», afirma Simão Pedro Carvalho

Professor de Lamego diz levar para a sua Diocese a ‘Alegria’ como programa de ação. Papa Leão XIV apresentou-o aos educadores como um dos ‘pontos cardeais’ para o setor.

Simão Pedro Carvalho, docente de Educação Moral e Religiosa Católica e representante da Diocese de Lamego no Jubileu do Mundo Educativo, em Roma, sublinha que os ‘pontos cardeais’ apontados pelo Papa — interioridade, unidade, amor e alegria — deixam “muitos desafios” para a missão dos educadores cristãos.

O docente, um dos participantes no Jubileu promovido pelo Dicastério para a Cultura e Educação, organismo do Vaticano responsável pela área, revela um “sentimento de enorme gratidão” e de “responsabilidade por poder estar presente neste momento”.

“Da minha parte, uma imensa gratidão ao Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) porque nos proporcionou uma peregrinação que vai trazer bastantes frutos no futuro, quer a nível nacional quer a nível diocesano”, afirmou o docente.

Ao longo dos dias de Jubileu, o professor afirma ter estado em ligação com a sua comunidade diocesana, e partilhado aquilo que viveu na Cidade Eterna.

“Durante estes dias fui dando conta [ndr: aos professores que lecionam a disciplina na Diocese de Lamego] do que aqui se foi passando e vou levar-lhe bastantes aprendizagens de modo a podermos melhorar a forma e o modo como trabalhamos”, sublinhou.

Num encontro em que o Papa anunciou a atualização do Pacto Educativo Global, Simão Carvalho destaca os chamados ‘pontos cardeais’, propostos por Leão XIV — interioridade, unidade, amor e alegria. Entre eles, uma prioridade absoluta: “A necessidade da alegria”, reforça.

“Estamos alegres por estar em Roma. Ainda para mais, para mim, é a primeira vez que estou na cidade de Pedro, no centro da fé cristã. Levamos esta ideia de que um educador cristão, e mais ainda um professor de EMRC, deve levar alegria a tantos lugares nas escolas que vivem em tristeza”, desenvolve.

Para o professor, a missão educativa na escola passa por estar próximo de todos, sobretudo dos que se encontram nas periferias.

“Acompanhar os que estão fora ou nos limites de uma escolarização e apontar a uma educação com rostos concretos, com nomes que são ditos com a certeza de um acompanhamento próximo”, explica.

Simão Carvalho é da opinião de que este “compromisso” não pode ficar apenas “na relação com os estudantes”, mas alargar-se “para as relações que estabelecemos com colegas, pais e assistentes operacionais”.

No final de quatro dias na cidade eterna o docente de Lamego diz voltar a Portugal convencido de que a alegria é, também na escola, força transformadora.

“Que a nossa alegria contagie outros, para que as comunidades educativas sejam espaços de aprendizagens significativas, que permitam aos nossos alunos sonhar e realizar todo o seu potencial”, deseja.

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