
Iniciativa realiza-se entre 27 de outubro a 1 de novembro, e espera reunir mais de 20 mil participantes de todo o mundo. Organização revela particular atenção à inclusão e à promoção de uma cultura de esperança, num momento em que se celebra o 60º aniversário da Declaração Conciliar sobre a Educação
Na conferência de imprensa realizada ontem na Sala de Imprensa do Vaticano, o cardeal português José Tolentino Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, apresentou os principais eixos do «Jubileu do Mundo Educativo», organizado pelo Vaticano para celebrar o 60.º aniversário da Declaração Gravissimum Educationis, documento fundamental que consagra o direito universal à educação e serve de “guia” ao trabalho da Igreja neste campo.
“A Gravissimum Educationis não perdeu atualidade. Dela nasceu um património espiritual e pedagógico capaz de atravessar o século XXI e responder às questões mais prementes. Este património não é rígido: é uma bússola que continua a indicar a direção”, sublinhou o cardeal português antecipando o documento que o Papa Leão XIV publicará oficialmente na terça-feira, dia 28.
D. José Tolentino Mendonça deu conta de que o «Jubileu do Mundo Educativo» vai reunir participantes de 124 países entre “alunos, docentes e profissionais da educação”.
Destaque claro para a presença de 200 peregrinos com deficiência num “testemunho de que o Jubileu é uma proposta inclusiva, para todos”, explicitou.
“Estes são dias históricos para a educação católica. O desejo do Santo Padre é inaugurar uma nova temporada que envolva as constelações educativas, pedindo-lhes que se tornem verdadeiros mapas de esperança no mundo de hoje”, desenvolveu.
O programa do Jubileu contempla a reflexão sobre os desafios atuais da educação, a publicação de um documento do Papa Leão XIV e a promoção do Pacto Educativo Global, iniciativa lançada por Papa Francisco, adaptada aos desafios contemporâneos.
Destaque natural para a elevação de São John Henry Newman, a Doutor da Igreja, no dia 1 de novembro, e a sua nomeação como co padroeiro da missão educativa da Igreja, juntando-se assim a São Tomás de Aquino.
“A educação é o novo nome da paz e coloca a esperança no mapa do presente e do futuro”, concluiu o cardeal português que apelou à “mobilização de toda a comunidade educativa global para uma ação transformadora e solidária”.
“Este Jubileu não quer ser apenas parte de uma celebração uma celebração histórica, mas também um espaço de reflexão, renovação e projeção para o futuro da educação, valorizando o diálogo entre tradição e inovação”.
De Portugal segue, entre outras, a Constelação SNEC [ndr: o Dicastério para a Educação e Cultura, do Vaticano apelida cada grupo participante de Constelação], com 46 participantes, provenientes de todas as dioceses do país, e a presença de D. Manuel Felício, bispo emérito da Guarda e vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF).
Educris|23.10.2025




