Antes da recitação da oração mariana do Ângelus deste domingo, o Papa sublinhou que a “verdadeira alegria” das Bem-aventuranças é o que torna os cristãos sal da terra e luz do mundo.

“Depois de ter proclamado as Bem-aventuranças, Jesus dirige-se àqueles que as vivem, dizendo que, graças a eles, a terra já não é a mesma e o mundo já não está na escuridão. «Vós sois o sal da terra. […] Vós sois a luz do mundo» (Mt 5, 13-14).” Foi com estas palavras que o Papa Leão XIV iniciou a alocução que antecedeu a recitação do Ângelus deste domingo, centrando a sua reflexão na identidade e missão dos discípulos.
Segundo o Pontífice, “é a verdadeira alegria que dá sabor à vida e traz à luz o que antes não existia”.
Essa alegria, explicou, “irradia de um estilo de vida, de um modo de habitar a terra e de viver juntos que deve ser desejado e escolhido”, espelhando “a vida que resplandece em Jesus, o novo sabor dos seus gestos e das suas palavras”.
Advertindo para o risco de se perder esse “sabor”, Leão XIV citou o Evangelho: “O sal que perdeu o sabor, diz ele, «não serve para mais nada, senão para ser lançado fora e ser pisado pelos homens» (Mt 5, 13).”
Leão XIV reconheceu que hoje muitos se sentem “descartáveis, imperfeitas”, como se a sua luz estivesse escondida.
“Jesus, porém, anuncia-nos um Deus que nunca nos descartará, um Pai que guarda o nosso nome, a nossa singularidade”, afirmou.
Recorrendo ao profeta Isaías, o Papa evocou gestos concretos que combatem a injustiça, como “partilhar o pão com o faminto” e “acolher em casa os miseráveis”. Citando a Escritura, sublinhou: “«Então – continua o profeta – a tua luz surgirá como a aurora, e as tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se» (v. 8).”
Leão XIV recordou ainda que Jesus, no deserto, rejeitou “afirmar a sua identidade, exibi-la, ter o mundo a seus pés”, optando por um caminho que preserva o verdadeiro sabor da vida cristã, encontrado “todos os domingos no Pão partido: a vida doada, o amor que não faz barulho”.
No final o papa desafiou os fiéis a deixar-se “alimentar e iluminar pela comunhão com Jesus”, pois sem ostentação os cristãos poderão tornar-se “como uma cidade no monte, não apenas visível, mas também convidativa e hospitaleira: a cidade de Deus, onde, no fundo, todos desejam habitar e encontrar a paz”.
Imagem: Vatican MEDIA
Educris|09.02.2026




