
Encontro Diocesano de Adolescentes aprofundou a simbologia da «âncora» em pleno Jubileu da Esperança
Vieram de toda a Diocese de Leiria-Fátima. 135 grupos de 45 paróquias, com mais de 1180 adolescentes e 220 catequistas, apoiados por mais de uma centena de voluntários, animadores e 15 padres.
O Encontro Diocesano de Adolescentes (ENDIAD) aconteceu no passado sábado e nem a chuva demoveu os mais novos de uma viagem à volta do tema «Ancorados na Esperança».
Convergindo de quatro lugares diferentes os adolescentes chegaram à Batalha onde realizaram “a festa do Encontro. Seguiu-se o “Percurso dos 7 Portais” onde o Serviço Diocesano de Catequese desafiava a uma viagem “ não apenas pelo espaço físico da vila, mas a executarem diversas tarefas” que convocavam ao “autoconhecimento e à descoberta”.
Ao longo de todo o encontro cada grupo transportou consigo uma “Âncora”, um dos símbolos do Jubileu, e que preencheu o imaginário da iniciativa organizada pelo Serviço Diocesano de Catequese.
“Neste ano de 2025, a Igreja vive o Jubileu ‘Peregrinos da Esperança’. O Papa Francisco, ao proclamar este Ano Santo, recorda-nos que celebramos também os 1700 anos do Concílio de Niceia, um marco fundamental para a unidade da Igreja reunida na mesma Fé em Deus uno e trino. É esta Fé que acolhemos, e na qual somos inseridos pelo Batismo ‘em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo’, que nos faz participar na vida da Igreja, a família dos filhos de Deus. ‘Pelo Batismo somos Igreja viva’, recorda-nos o tema da nossa Diocese”, disse o padre José Henrique, diretor do SDC aos serviços de comunicação da Diocese de Leiria-Fátima.
No final do dia os adolescentes participaram na celebração eucarística, no Mosteiro da Batalha, onde D. José Ornelas, bispo de Leiria-Fátima, partilhou com os mais novos a sua jornada espiritual.
“Eu sou da Ilha da Madeira. Na vossa idade, vim para o continente. Primeiro, não queria sair da Madeira. A minha ilha era bonita e eu gostava de lá estar. Mas um dia, tive um sonho de ser missionário. Parti. Fui para Coimbra. Parti para um desconhecido, mas levava um sonho. Esse é o sonho que Deus planta no nosso coração”.
Na sua homilia o prelado desafiou à construção de um projeto de vida que contemple “os sonhos e a esperança”, na convicção de que para os cristãos “o sonho de Deus é sempre com os outros”.
No final da iniciativa o padre José Henrique fez um balanço positivo da iniciativa.
“O ENDIAD foi um dia de festa. Tínhamos pensado este dia como a oportunidade dos adolescentes da nossa Diocese poderem viver o Jubileu no encontro de uns com os outros, reforçando os laços nos próprios grupos de catequese, na abertura ao encontro com outros grupos e de se sentirem em festa uns com os outros e, sobretudo, de poderem também viver um percurso interior ao encontro de Jesus”, completou.
Imagem: Paulo Adriano| Diocese de Leiria-Fátima
Educris|12.03.2025


