
Patriarca sublinha necessidade de encontrar «caminhos de serenidade e de paz» e sustenta que fenómenos de violência são “esdrúxulos em relação ao que Portugal foi, é e quer ser”
D. Rui Valério mostrou-se ontem, ao final da noite, preocupado com a “situação de violência e conflito” que se vive nas periferias de Lisboa e pediu a todos que respeitem mutuamente bem como zelem pela segurança recíproca.
“O patriarca de Lisboa convida a que se encetem caminhos de serenidade e de paz, fundados no diálogo e no respeito mútuo. Apela também a todos para que se busque sempre o bem comum, que visa também a segurança – um bem muito precioso –, para o bom desenvolvimento da sociedade”, refere nota do Patriarcado de Lisboa enviada ao EDUCRIS.
Lamentando a perda de vidas humanas, em particular a de Odair Moniz, de 43 anos e morador no Bairro do Zambujal, na Amadora, o texto pede o fim da violência que, entretanto, já danificou várias viaturas, interrompeu a livre circulação de pessoas e bens no local e alastrou a outras latitudes da capital portuguesa.
“A violência nunca é o caminho para uma sociedade justa e feliz”, afirma o patriarca de Lisboa para quem “o projeto de sociedade que Jesus inaugura funda-se no reconhecimento da dignidade do outro, o que implica necessariamente o acolhimento. Neste sentido, somos todos constituídos construtores da civilização do amor”.
Num país historicamente marcado “pela experiência da emigração”, e que hoje se reconhece como “perito na arte de acolher com humanismo todas as pessoas”, os “os fenómenos de violência são estranhos e esdrúxulos em relação ao que Portugal foi, é e quer ser”, completa.
Fotografia: Patriarcado de Lisboa
Educris|25.10.2024

