Londres reforça intenção de defender os cristãos perseguidos no mundo

Mensagem de Páscoa da primeira ministra britânica, Theresa May, volta a trazer à agenda política a questão da perseguição aos cristãos em todo o mundo

Na tradicional mensagem de Páscoa a líder do governo britânico lembrou o “grande perigo” em que se encontram os cristãos em diversos países do mundo e reafirmou o empenho do seu governo no apoio a essas comunidades onde a liberdade religiosa está mais afectada.

Lembrando que, ao contrário do que sucede no Reino Unido, o simples facto de alguém participar numa cerimónia religiosa pode ser algo de verdadeiramente perigoso em muitos países, Theresa May enfatizou, na mensagem de Páscoa, que os cristãos têm sido particularmente visados nos últimos tempos.

“Há igrejas que são atacadas, cristãos que são assassinados e famílias que são forçadas a fugir de suas casas”, disse a responsável do governo de Sua Majestade, acrescentando que é por isso que o governo lançou uma revisão global da sua política sobre a questão da “perseguição aos cristãos”. E explicou o objectivo do seu governo: “Temos de defender o direito de todos, seja qual for a sua religião, a praticar a sua fé em paz”.

Já em janeiro o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jeremy Hunt, decidiu que o Reino Unido deve ter um compromisso mais efetivo para com as comunidades cristãs perseguidas no mundo e encomendou um estudo nesse sentido ao bispo anglicano de Truro.

O documento pede “recomendações sobre medidas práticas” que o governo pode tomar para “melhorar o apoio aos cristãos perseguidos”. 

Já em 2015 o então primeiro ministro David Cameron, também numa mensagem de Páscoa, tinha denunciado a “situação preocupante dos cristãos perseguidos no mundo” e garantido o apoio do Reino Unido aos que estavam refugiados na Líbia”.

Educris com AIS

03.05.2019

Fotografia: indian express

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