
Irmã Gloria Argoty está presa há 4 anos por grupo terrorista ligado à Al-Qaeda
“As minhas saudações fraternais. Que o bom Deus voz abençoe e vos dê saúde. Estou sequestrada há 4 anos e agora estou num novo grupo”.
Assim começa o pequeno bilhete de onze linhas que a irmã Gloria Narváez Argoty, religiosa Francisca de origem colombiana, conseguiu fazer passar pela Cruz Vermelha Internacional, dirigido ao seu irmão Edgar Argoti.
A missiva, escrita em castelhano, é possível perceber o estado de saúde da religiosa e é identificado o GSIM, provavelmente um “Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos” que se encontra vinculado à Al-Qaeda.
“Rezem muito por mim. Que Deus vos abençoe. Espero que Deus me ajude a alcançar a liberdade. Fraternamente Glória”, termina a religiosa.
Em entrevista à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o seu irmão Edgar, dá conta do estado de fragilidade de Gloria Argoty e da “quebra sentida aquando da libertação de outra refém.
“Ela está bem, apesar de ter ficado um pouco abalada psicologicamente quando, em outubro, foi libertada uma outra refém, a médica francesa Sophie Petronin, com quem partilhava o cativeiro. Essa separação fez mal à minha irmã, psicologicamente, mentalmente, porque foram quatro anos de amizade. Davam-se muito bem, ficaram boas amigas”, considera.
Em março passado foi enviada ao território uma missão internacional encabeçada pela Colômbia, e que tinha ido para África com o propósito de a resgatar. Infelizmente, e sem justificação, a missão foi abortada e o grupo voltou à Colômbia.
Educris|09.07.2021
Imagem: AIS


