
Último dia do seminário de trabalho dos Encontros do Mediterrâneo – MED25 Bel Espoir, que decorreu em Marselha de 24 a 26 de outubro, coincidiu com o Festival para a Paz no Mediterrâneo, e congregou jovens, educadores e representantes religiosos e culturais de toda a bacia do mediterrâneo
Dezenas de barcos saíram ao encontro do veleiro Bel Espoir, que, desde Barcelona, tem navegado pelos países da região com grupos de cerca de 40 jovens, evidenciando a diversidade cultural e religiosa do Mediterrâneo. Entre os participantes, seguiam o Cardeal Jean-Jacques Aveline, bispo de Marselha e grande promotor da iniciativa do Papa Francisco, acompanhado por bispos de vários países. Já em terra, o cardeal felicitou os jovens pelo empenho no projeto de paz, prometendo acompanhá-los neste desafio.
O festival incluiu atividades para jovens e um painel sobre «Educação e Ambiente», com representantes de diferentes culturas e religiões, incluindo o testemunho de uma jovem que participou na viagem do Bel Espoir, destacando valores de fraternidade, paz e respeito pelo ambiente.
Para Fernando Moita, diretor do SNEC, “foi uma riqueza ouvir e partilhar projetos de diálogo, de convivialidade e de interculturalidade que nasceram à volta do Mediterrâneo”.
“O grande desafio é que a educação e os educadores não percam a dimensão profética que nos transporta para a valorização da sociedade como lugar teológico onde se afirma a promessa do ‘Homem Novo’, capaz de se abrir ao amor e à paz”, explicitou o responsável português que participa nos trabalhos.
O festival terminou com o «Colóquio para a Paz», subordinado ao tema “La paix est notre avenir”, com a presença do Cardeal Aveline.
Entre os participantes, destaque para Katia Mrowiec, do secretariado da “Aliança pela Paz no Médio-Oriente”, que partilhou o trabalho diário para construir pontes em Israel, e para Marc Ibrahim Emad, jovem que navegou duas semanas no Bel Espoir e desenvolve projetos de tolerância no sul do Egipto.
Estes encontros sublinham a importância do Mediterrâneo como espaço teológico e de diálogo, onde diferentes culturas e religiões podem contribuir para a paz e o respeito pela dignidade humana, estendendo-se desde Espanha e Marrocos até às regiões mais tensas do Médio-Oriente, como Israel, Síria e Líbano.
Portugal esteve representado nos trabalhos por Fernando Moita, secretário da CEECDF e diretor do SNEC, e Jorge Cotovio, secretário-geral da APEC, numa iniciativa que pretendeu “contribuir ativamente para o diálogo e a partilha de experiências educativas entre os países mediterrânicos”.




