
Francisco apelou “à oração” pela região e questionou os responsáveis israelitas e palestinianos considerando que “a morte é sinal de que não querem construir o futuro”
O Papa Francisco apelou hoje “à calma e ao diálogo” entre as partes do conflito israelo-palestiniano que nas ultimas semanas já alastrou à Faixa de Gaza, Cisjordânia, Líbano e a própria Síria.
No final da recitação da oração mariana Regina Coeli, o papa lamentou “a morte de inocentes” e considerou que a situação “corre o risco de s transformar numa espiral de morte e destruição”.
“Acompanho com grande preocupação o que se passa na Terra Santa. Nos últimos dias, violentos confrontos armados entre a Faixa de Gaza e Israel correm o risco de se transformar em uma espiral de morte e destruição. Muitas pessoas ficaram feridas e muitas pessoas inocentes morreram. Entre eles também há crianças, e isso é terrível e inaceitável. A morte deles é um sinal de que não se quer construir o futuro, mas destruí-lo”, denunciou.
O papa questionou os responsáveis dos dois lados do conflito desafiando-os a refletir “onde vos leva o ódio e a vingança”.
“O ódio e a violência crescentes que afetam várias cidades de Israel são uma ferida grave à fraternidade e à convivência pacífica entre os cidadãos, que dificilmente será sanada se não nos abrirmos ao diálogo imediatamente. Pergunto-me para onde nos levarão o ódio e a vingança? Pensamos, realmente, que estamos a construir a paz destruindo o outro?”.
Francisco apelou “à calma e a quem compete acabar com o barulho das armas” e desafiou os beligerantes a “trilhar os caminhos da paz, também com a ajuda da comunidade internacional”.
“Rezamos incessantemente para que israelitas e palestinianos encontrem o caminho do diálogo e do perdão, para serem pacientes construtores da paz e da justiça, abrindo-se, passo a passo, a uma esperança comum, à convivência entre irmãos”, concluiu.
Educris|16.05.2021




