Missa em Santa Marta: Na «desolação a perseverança»

Francisco refletiu sobre a “importância da perseverança” sempre que se apresenta a desolação. Na eucaristia desta manhã o Papa situou a perseverança “no caminho da vida”.

Após a visita ao Panamá, o Papa Francisco voltou a celebrar a eucaristia na casa de Santa Marta, no Vaticano. Na sua homilia, e tomando para reflexão o excerto da primeira leitura extraída da Carta aos Hebreus o Papa argentino convidou os presentes a um aprofundamento do sentido da perseverança.

“Uma catequese sobre a perseverança: perseverar no caminho de fé, perseverar no serviço ao Senhor”, afirmou.

Para o Papa a condição humana encontra-se sempre “fases de “desolação”, “momentos obscuros”, em que as coisas parecem perder o sentido, mas é ali que os cristãos devem “perseverar” para “chegar à promessa” do Senhor, sem se “deixar abater” ou “voltar atrás”.

Francisco lembrou que o “próprio Jesus” passou na sua vida pela desolação e que nesses momentos o sentido da perseverança o manteve fiel à promessa:

“A vida cristã não é um carnaval, não é festa e alegria contínua; a vida cristã tem momentos belíssimos e momentos maus, momentos de torpor, de distanciamento, onde nada tem sentido… o momento da desolação. E neste momento, seja pelas perseguições internas, seja pelo estado interior da alma, o autor da Carta aos Hebreus diz: «Precisais de perseverança». Sim. Mas perseverança para quê? «para cumprir a vontade de Deus e alcançar o que ele prometeu». Perseverança para chegar à promessa, explicitou.

O papa apresentou “uma receita” contra a desolação: “Memória e esperança”:

“Em momentos de desolação precisamos de memória para recuperar os dias felizes do encontro com o Senhor, o tempo do amor. E ter esperança em relação àquilo que nos foi prometido”.

No final da sua homilia Francisco recordou a sua viagem à Lituânia e o testemunho de perseverança dos mártires cristãos no território.

“Fiquei deveras impressionado com a coragem de tantos cristãos, tantos mártires que «perseveraram na fé»”.

“Também hoje, muitos, muitos homens e mulheres estão a sofrer por causa da fé, mas recordam o primeiro encontro com Jesus, têm esperança e vão avante. Este é um conselho que dá o autor da Carta aos Hebreus para os momentos inclusive de perseguição, quando os cristãos são perseguidos, atacados: “Precisais de perseverança”.

Educris com Osservatore Romano

01.02.2019

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