
“Rosto” da perseguição religiosa aos cristãos já se encontra exilada no Canadá após intervenção do Papa e da comunidade internacional para a sua libertação
Asia Bibi, a cristã paquistanesa que passou oito anos no corredor da morte acusada de blasfémia, deixou o seu país e reuniu-se com familiares no Canadá. A notícia foi confirmada pelo seu advogado, que fala num “grande dia”, informa a fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).
O padre Emmanuel Yousaf, director nacional da Comissão Católica para Justiça e Paz do Paquistão, saudou em declarações ao secretariado britânico da Fundação AIS a saída de Asia Bibi do país como “a notícia que todos esperávamos e rezávamos”.
O asilo no Canadá foi o resultado do trabalho complexo de ativistas, diplomatas e organizações que lutaram durante estes tempos difíceis pela liberdade de Asia Bibi. Há trés meses a cristã tinha sido transferida para um novo lugar secreto em Karachi, mas continuava sem poder abandonar o país.
O Supremo Tribunal do Paquistão rejeitou, em janeiro, um recurso contra a decisão de absolver a cristã das acusações de blasfémia, pelas quais tinha sido condenada à morte. A decisão havia sido contestada por grupos radicais islâmicos, que exigiam a execução da mulher, absolvida no final de outubro de 2018.
Mãe de cinco filhos, esteve presa após ter sido condenada à morte por blasfémia em 2010 após ter bebido água da mesma fonte que outras mulheres muçulmanas enquanto trabalhavam.
Educris|08.05.2019

