Mundo: Fundação AIS angariou 122 milhões de euros durante o ano de 2020

Quantia representa uma subida de 15,4% em relação a 2019

A Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) angariou, a nível global, 122,7 milhões de Euros em donativos para os Cristãos perseguidos em todo o mundo. Isto significa um aumento de 16,4 milhões de Euros, ou 15,4% face ao ano anterior.

“Este resultado diz respeito aos 23 secretariados nacionais da instituição e é particularmente significativo tendo em conta a situação pandémica que se vive na esmagadora maioria dos países. Portugal também registou um valor inédito, ultrapassando os 3 milhões e 400 mil euros de donativos”, revela a organização em comunicado enviado hoje ao EDUCRIS.

Para Thomas Heine-Geldern, presidente executivo internacional da Fundação AIS, “ a pandemia não só virou de avesso o nosso próprio trabalho, como também agravou drasticamente a situação dos cristãos em muitas regiões do mundo, que se viram literalmente, quase de um dia para o outro, sem trabalho, salário ou comida”.

O responsável, numa conferência de imprensa de apresentação do relatório anual, que decorreu online, agradeceu “a grande generosidade” dos benfeitores e alegrou-se “pelo aumento dos benfeitores em todo o mundo”.

A Fundação AIS apoia, atualmente, mais de quatro mil e setecentos projetos em todo o mundo com particular intervenção no continente africano onde concreta 32,6% dos seus esforços de ajuda.

Nos vários projetos apoiados pela fundação pontifícia ao longo do ano passado, o destaque vai para o auxílio à construção. Graças à AIS, cerca de 744 igrejas, casas paroquiais, conventos, seminários ou centros comunitários foram edificados, reconstruídos ou restaurados após terem sido destruídos ou danificados, na sua maioria, em consequência de ataques terroristas ou de situações de guerra. Entre todos estes edifícios, destaque para a Catedral Maronita de São Elias, na cidade Síria de Alepo, gravemente danificada por ataques com ‘rockets’, entre 2012 e 2016.

Máximo histórico em Portugal

Tal como ao nível internacional, também em Portugal se registou um máximo histórico ultrapassando os 3 milhões e 400 mil euros de donativos.

“Este valor representa um acréscimo de esforço e de solidariedade dos portugueses dado o contexto muito adverso provocado pela pandemia da Covid19”, afirma a diretora do secretariado português da Fundação AIS.

“A generosidade dos benfeitores da AIS é notável e ficou demonstrada uma vez mais no ano de 2020”, acrescenta Catarina Martins de Bettencourt .

Educris|20.06.2021

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