Mundo: Trump criticado por não defender «liberdade religiosa»

A Comissão para a Liberdade Religiosa Internacional, dos Estados Unidos, acusa o governo americano de não ser suficientemente “sensível” às questões relacionadas com a perseguição religiosa no mundo, nomeadamente no que diz respeito ao apoio aos refugiados.

Considerando que se verifica uma tendência “preocupante” em diversos países no que diz respeito à liberdade religiosa, esta comissão independente pediu à administração Trumppara dar prioridade a esta questão na sua política externa.

O presidente desta Comissão independente, Daniel Mark, afirma que no relatório agora tornado público, “as condições de liberdade religiosa se deterioraram em muitos países em 2017”.

Tal como aconteceu no Relatório publicado no ano passado, também no documento agora tornado público, a Comissão para a Liberdade Religiosa Internacional aponta 10 países “de especial preocupação” para a questão da liberdade religiosa: Birmânia, China, Eritreia, Irão, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Sudão, Tadjiquistão. , Turquemenistão e Uzbequistão.

Este ano, a Comissão decidiu acrescentar a esta lista outros seis países que devem merecer também uma especial atenção por parte do governo norte-americano: República Centro-Africana, Nigéria, Paquistão, Rússia, Síria e Vietname.

Os países referidos no relatório deverão, segundo defende a Comissão, ser susceptíveis de sanções económicas e comerciais por parte do executivo norte-americano.

Além destes países, a Comissão considera que os Estados Unidos devem incluir organizações, e não apenas países, como sendo responsáveis pela violação da liberdade religiosa em determinadas regiões do mundo. É o caso do auto-proclamado Estado Islâmico que actua no Iraque e na Síria, ou os Taliban, no Afeganistão.

O relatório monitorizou um conjunto de situações graves de perseguição religiosa contra minorias, como é o caso da “limpeza étnica” dosmuçulmanos Rohingya em Mianmar, a antiga Birmânia; os budistas tibetanos na China; e a “campanha genocida” dos jihadistas contra cristãos, yasidis e muçulmanos xiitas no Iraque e na Síria.

Para Daniel Mark, o governo de Donald Trump não tem agido até aqui com a determinação necessária para a libertação de pessoas que estejam detidas por causa das suas crenças religiosas ou pelas suas actividades na defesa da liberdade de culto.

Como exemplo disso, são apresentados dois casos: o de Andrew Brunson, um pastor evangélico americano detido actualmente na Turquia, e Asia Bibi, a cristã condenada à morte no Paquistão por blasfémia por ter bebido um copo de água de um poço.

Educris com AIS

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