Leão XIV expressou hoje “profunda preocupação” perante o agravamento da situação no Médio Oriente e no Irão.
O Papa afirmou hoje que “a estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”.
No final da recitação da tradicional oração do Ângelus, a partir da janela do palácio apostólico, no Vaticano, Leão XIV lançou um “veemente apelo às partes envolvidas”, perante o que considerou ser a “possibilidade de uma tragédia de enormes proporções”, a que assumam “a responsabilidade moral de pôr um fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável”.
Aos governantes o pontífice defendeu que a diplomacia deve recuperar o seu papel e promover “o bem dos povos, que anseiam por uma convivência pacífica, baseada na justiça”.
Numa região acossada por diversos conflitos Leão XIV recordou “as notícias preocupantes” dos confrontos entre o Paquistão e o Afeganistão, e apelou ao regresso urgente do diálogo”.
Aos fieis o Papa convidou “à oração pela paz em todos os conflitos do mundo”, sublinhando que “só a paz, dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos”.
Leão XIV expressou também proximidade à população do Estado brasileiro de Minas Gerais, atingida por violentas inundações, assegurando a sua oração pelas vítimas e por todos os envolvidos nas operações de socorro.
Antes das saudações aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro, o Santo Padre tinha refletido sobre o Evangelho da Transfiguração (cf. Mt 17, 1-9), sublinhando que a cena evangélica oferece “uma imagem cheia de luz” que revela Cristo como cumprimento da Lei e dos Profetas.
Recordando a voz do Pai — “Este é o meu Filho muito amado” — e a “nuvem luminosa” que envolve Jesus, o Papa destacou que a revelação de Deus não se impõe como espetáculo, mas como “uma solene confidência”.
“A Transfiguração antecipa a luz da Páscoa e mostra que precisamente esta mesma carne resplandece da glória de Deus, mesmo quando marcada pela dor e pela violência”, disse.
O Pontífice apresentou a revelação de Cristo como “uma surpresa de salvação” que interpela a fé de cada crente e convidou a viver a Quaresma como tempo de silêncio, escuta da Palavra e conversão.
“Enquanto experimentamos tudo isto durante a Quaresma, peçamos a Maria, Mestra de oração e Estrela da manhã, que guarde os nossos passos na fé”, concluiu.
Imagem: Vatican MEDIA
EDUCRIS|01.03.2026




