
Francisco afirmou que o céu não é uma realidade abstrata mas o encontro com Jesus Cristo.
Na sua homilia dsta manhã de sexta-feira o Papa tomou para meditação o trecho do livro dos Atos dos Apóstolos onde Paulo realiza um discurso na siganoga. Francisco recordou o modo como o apóstolo dos gentios recordou aos habitantes de Jerusalém que os chefes não haviam reconhecido Jesus mas que eles, os apóstolos, iriam “anunciar a promessa que Deus fez aos antepassados, cumpriu-a para nós, seus filhos, quando ressuscitou Jesus”.
O Povo israelita “confiava e tinha no coração a promessa de Deus e sabia ser o povo eleito. Confiava em Deus, mesmo nos momentos de infidelidade porque sabia que Deus é fiel”:
Também nós estamos em caminho: nós estamos em caminho. Estamos em caminho… e quando fazemos esta pergunta – “Sim, em caminho: mas em caminho para onde?” – “Sim, para o céu!” – “E o que é o céu?”. E ali começamos a escorregar nas respostas, não sabemos bem como dizer “o que é o céu”. E muitas vezes pensamos num céu abstrato, um céu distante, um céu… sim, ali se está bem. Alguns pensam: “Mas será um pouco entediante estar ali toda a eternidade?”. Não: o céu não é isso. Nós caminhamos rumo a um encontro: o encontro definitivo com Jesus. O céu é o encontro com Jesus”, sustentou o Papa.
O Papa convidou os crentes a interrogarem-se sobre “como estou a caminhar na vida para encontrar Jesus”, um Jesus “que não permenece à espera mas que trabalha para nós, paa nos preparar um lugar”:
“Jesus reza por mim, por cada um de nós. Devemos repeti-lo para nos convencer: Ele é fiel e Ele reza por mim. Neste momento”, convidou.
No final da sua homilia o Papa rezou:
“Que o Senhor nos dê esta consciência de estar em caminho com esta promessa. O Senhor nos dê esta graça: de olhar para o alto e pensar: ‘O Senhor está a rezar por mim’”.
Educris com Osservatore Romano
Educris|27.04.2018




