
Francisco celebrou eucaristia e recordou doentes e todos os profissionais que garantem a continuação da vida social
O Papa rezou hoje, na eucaristia matinal a que presidiu na capela da casa de Santa Marta, no Vaticano, pelos que continuam a trabalhar “num momento de emergência provocado pela pandemia do Covid-19” e pediu “orações pelos doentes”.
“Neste domingo da Quaresma, rezemos pelos doentes, pelas pessoas que sofrem. Hoje, gostaria de fazer convosco uma oração especial pelas pessoas que, com o seu trabalho, garantem o funcionamento da sociedade: os trabalhadores das farmácias, dos supermercados, dos transportes, os polícias. Por todos aqueles que estão a trabalhar para que neste momento a vida social, a vida da cidade possa continuar”, rezou, antes do início da eucaristia transmitida pelo canal do Vaticano no Youtube.
Na sua homilia, o Papa comentou a passagem bíblica que apresenta o diálogo entre Jesus e a Samaritana, retirado do capítulo quarto do Evangelho segundo São João.
Francisco lembrou que “esta é a primeira vez que Jesus revela a sua identidade” e escolhe, para isso, “uma pecadora”., apontou.
Para o Papa isso aconteceu como resposta do mestre “à verdade da Samaritana”, de uma mulher “que teve a coragem de lhe dizer a verdade”, continuou.
“Com o mesmo argumento foi anunciar o próprio Jesus, questionando se aquele era o messias. Não partiu de grandes pensamentos teológicos, mas foi com a sua verdade: «ele disse-me tudo sobre a minha vida»”, completou.
“Não se pode ser discípulo de Jesus sem a verdade sobre si. Não se pode ser discípulo de Jesus vivendo somente de argumentos. Esta mulher mostrou a coragem de dialogar com jesus. Teve a coragem de se interessar pela proposta de Jesus que lhe pediu água. Teve coragem de confessar as suas fraquezas e o seu pecado. Até mesmo de revelar aos outros a sua história perante os outros para atestar aquele ‘profeta’”.
Francisco sustentou, assim, a necessidade de um diálogo “transparente” com Jesus, “com a minha verdade, não com a verdade dos outros, nem com verdades destiladas em argumentações”.
“Que o senhor nos dê a graça de anunciarmos sempre com a verdade. De nos voltarmos para Ele com a minha verdade, não com a verdade dos outros nem com verdades destiladas em argumentações”, concluiu.
A Santa Sé anunciou que a transmissão excecional das Missas na Casa de Santa Marta, vai continuar na próxima semana, como “sinal de atenção de Francisco a todos os que são afetados pela pandemia do novo coronavírus 19”.
Educris|15.03.2020




