Papa recorda urgência na resposta «ao grito da terra e dos pobres»

Francisco considera ser fundamental aprender com a pandemia e agir rapidamente perante a situação atual

O Papa Francisco afirmou ontem que a pandemia mostrou “uma interdependência” entre os vários povos humanos e apelou a uma “mobilização de energia e recursos” que permitam “evitar mortes” em todo o mundo.

“É imprescindível refletir, com calma, para examinar profundamente o que aconteceu e ver o caminho a percorrer para um futuro melhor para todos. Sabemos que de uma crise ou saímos melhor ou pior, nunca iguais. A decisão está nas nossas mãos. Precisamos escutar a situação para que nos possamos converter e tomar decisões concretas que nos permitam sair desta crise melhores”, apelou.

Aos participantes da assembleia plenária da Pontifícia Academia para a Vida, que se realizou sob o tema “A Saúde Puública no horizonte da Globalização”, Francisco agradeceu o trabalho da academia, sobretudo no que respeita ao contributo dado à “Bioética global”, e sustentou que o horizonte da saúde pública permite focar aspetos importantes para a convivência da família humana e para o fortalecimento de um tecido de amizade social”.

Francisco recordou a pandemia como uma possibilidade de percecionar “quão profunda é a interdependência entre nós e entre a família humana e a Casa comum” e lamentou a perda de memória desta realidade no ocidente.

“É urgente reverter esta tendência nociva, e isso é possível através da sinergia entre as diferentes disciplinas. São necessários conhecimentos de biologia e higiene, de medicina e epidemiologia, mas também de economia e sociologia, antropologia e ecologia. Além de compreender os fenómenos, trata-se também de identificar critérios de ação tecnológicos, políticos e éticos em relação aos sistemas de saúde, família, trabalho e meio ambiente”, advogou.

Educris|28.09.2021

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