
Cristã paquistanesa, Asia Bibi, estava presa desde 2009 acusada de blasfémia contra o profeta Maomé. Supremo Tribunal paquistanês votou hoje a sua absolvição.
O caso remonta a 2009 quando a cristã paquistanesa foi presa por suposta blasfémia contra o profeta Maomé. Em 2010 foi condenada à morte por enforcamento o que provocou a manifestação do então papa Bento XVI, posteriormente do papa Francisco e de várias Organizações Não Governamentais, entre as quais a Aministia Internacional, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre ou mesmo, e já este ano, o Parlamento Europeu. O anúncio da sua libertação aconteceu hoje, quando passam nove anos da sua prisão.
No auto da condenação afirma-se que a cristã Asia Bibi bebeu água da mesma água dos seus colegas muçulmanos. Ao verem que ela tinha bebido aquela água, e acreditando que esta estava desta forma conspurcada, exigiram-lhe que se convertesse ao Islão naquele momento. Asia Bibi recusou-se a fazê-lo, o que motivou uma discussão entre colegas.
Em declarações à agência AFP, o advogado de Asia Bibi afirmou que “o veredicto demonstra que os pobres, as minorias e os segmentos mais baixos da sociedade podem ter justiça, apesar das suas limitações”.
“Este é o mais importante e mais feliz dia da minha vida”, sintetizou.
A decisão, hoje tornada publica, tinha sido tomada pelo painel de três juízes a 8 de outubro, mas mantida em segredo.
Educris|31.10.2018
Imagem: Vatican.va

