
No Jubileu dos Catequistas, o bispo de Aveiro afirmou que a verdadeira esperança cristã nasce do encontro com Cristo vivo e do compromisso pessoal com o anúncio do Evangelho
“A catequese é uma porta de esperança e a missão do catequista começa por si próprio”. Esta foi um dos pontos centrais da catequese que deD. António Moiteiro, bispo de Aveiro e vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF), deixou hoje aos catequistas de língua portuguesa reunidos na igreja de Ognissanti, em Roma, no âmbito do Jubileu dos Catequistas, que decorre até amanhã.
Catequese: um eco da esperança
Perante centenas de catequistas o prelado começou por clarificar a palavra ‘catequese’ que significa ‘ressoar’.
“O catequista proclama a Palavra e quer que ela ressoe no coração dos catequizandos”, afirmou D. António Moiteiro. Aos presentes o vogal da CEECDF alertou para o facto de “se eu, como catequista, não tenho esperança de que Cristo age nos catequizandos, então ensino coisas, mas não catequizo”.
O bispo de Aveiro sublinhou que a “fé cristã não é uma doutrina abstrata”, mas o encontro com uma pessoa viva — Jesus Cristo, que “morreu, foi sepultado e ressuscitou”.
A partir desta certeza, afirmou que a catequese só é eficaz se for um verdadeiro processo de educação da fé, orientado para a comunhão com Cristo e sustentado pelas virtudes teologais: fé, esperança e caridade.
O catequista, primeiro destinatário da catequese
D. António Moiteiro alertou que “a tentação é darmos catequese para os outros, mas o primeiro que precisa de catequese é o catequista”, na certeza que o catequista “é o primeiro beneficiado, pois é nele que a fé se alimenta e se fortalece no exercício da missão.
“Como catequista toma-se toma consciência do seu lugar na Igreja, alimenta-se a fé, e isso faz crescer”, reforçou.
A esperança orienta a vida cristã
Citando São Paulo e o Livro das Lamentações, o bispo de Aveiro explicou que a esperança cristã permite atingir a felicidade, mas convoca a um caminho, a uma direção, mesmo diante de tribulações”.
Para o prelado o conteúdo da esperança está expresso na profissão de fé cristã: “Creio na vida eterna”. A vida tem uma meta e caminha para o encontro com Deus.
Evitar festas que afastam de Cristo
Durante a catequese, D. António Moiteiro incentivou os catequistas a ajudarem os pais e párocos a recentrar as práticas catequéticas no essencial.
“Ajudai os pais e os párocos a não se meterem em festas que afastam as crianças do encontro com Cristo. O centro é o encontro com Cristo”, disse.
“Os meninos não são vossos”
D. António concluiu lembrando que os catequizandos são dom de Deus à Igreja e não propriedade dos catequistas.
“Lembrai-vos: os meninos não são vossos. A herança é vossa ou de Deus? Se é o Senhor, então o Senhor é a vossa herança. E aqui está a fonte da esperança”, completou.
O Jubileu dos Catequistas termina neste domingo, 28 de setembro, com a celebração da Eucaristia, às 10h00, na Praça de São Pedro, presidida pelo Santo Padre e a instituição de 39 catequistas.
Educris|27.09.2025




