Síria: ONU espera retorno de 250 mil refugiados

Cerca de 250 mil refugiados podem regressar à Síria já no próximo ano, segundo Amin Awad, responsávelpelas operações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), relativas ao Médio Oriente e ao Norte de África.

“Trata-se de regressos organizados, totalmente voluntários”, sublinhou Awad. Este número poderá ainda ser mais robusto à medida que se forem eliminando diversos obstáculos burocráticos, que passam muitas vezes pela inexistência de documentos que atestem a identidade das pessoas, assim como a ausência de serviços básicos de saúde ou de educação essenciais para o dia-a-dia das populações.

Cerca de 5,6 milhões de sírios estão refugiados na região, entre os quais perto de um milhão nasceu após a fuga da Síria, segundo os números do Alto Comissariado da ONU.

A Fundação AIS está profundamente empenhada no regresso dos refugiados à Síria e lançou inclusivamente uma campanha neste Natal, intitulada “Velas pela Paz na Síria”, de oração, ajuda e solidariedade, e que teve já o apoio entusiástico do Santo Padre.

Esta campanha é uma resposta à situação humanitária crítica que se vive na Síria e em que se procura também evitar o desaparecimento da presença cristã neste país.

Esta campanha tem como objectivo um pacote de ajuda de emergência, no valor de 15 milhões de euros, a distribuir por projectos de reconstrução e apoio pastoral.

Este ambicioso programa envolve a distribuição de alimentos e outros produtos básicos, nomeadamente medicamentos, leite em pó para bebés, apoio no aluguer de casas e nos custos com o aquecimento das habitações dos refugiados.

Além disso, há uma forte componente relacionada com a reconstrução das casas das famílias de refugiados cristãos, destruídas ou fortemente danificadas pela guerra, assim como igrejas e seminários.

Os projectos de reconstrução de edifícios são complementados por outros de apoio directo aos sacerdotes e religiosas, de auxílio espiritual e psicológico às pessoas que ficaram mais traumatizadas por causa destes anos de guerra e ainda  de promoção dos jovens nomeadamente ao nível escolar.

Por fim, mas muito importante tendo em conta esta época festiva tão especial, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) vai também distribuir presentes de Natal a mais de 15 mil crianças seleccionadas entre as que se encontram numa situação de maior fragilidade.

Educris com AIS

24.12.2018

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