Taizé: Carta anual critica «polarização» crescente da sociedade e apela à unidade

Prior da comunidade ecuménica de Taizé convida jovens a serem «artesãos da unidade»

O prior da comunidade ecuménica de Taizé, irmão Alois, desafiou os jovens a serem “artesãos da unidade” numa sociedade “cada vez mais polarizada” e que apresenta “desenvolvimentos contraditórios”.

“Por um lado, a humanidade tem uma consciência mais clara de que está interconectada e ligada a toda a criação […] Por outro lado, o mundo está a tornar-se cada vez mais polarizado, em termos sociais, políticos e éticos, causando novas fraturas nas sociedades, entre os países e mesmo dentro das famílias”, sustenta.

Na carta, publicada no site da Comunidade Ecuménica, na passada terça-feira, o religioso lança o desafio “da unidade” para o pós-pandemia.

“Fazer crescer a paz, criar laços: eis um dos grandes desafios do nosso tempo. […] Fazer crescer a unidade implica rejeitar as desigualdades sociais. Algumas polarizações têm a sua origem na exclusão sofrida ou sentida por tantas pessoas ou mesmo por povos inteiros”, considera.

Mostrando-se consciente de que também os cristãos, “com as suas divisões” e “enorme perda de confiança nas comunidades cristãs, provocada pela revelação de agressões sexuais e abusos espirituais cometidos no seu seio”, são motivo de tensões, o irmão Alois enuncia seis propostas para 2022, convidando os leitores a questionar-se sobre “Que papel podemos desempenhar para fazer crescer a unidade na família humana e em toda a criação, com os que nos são próximos, nas nossas Igrejas e comunidades e até nos nossos próprios corações?”.

Imagem: Taizé.fr

Educris|30.12.2021

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