
Basílica de São Paulo Fora dos Muros acolheu celebração de encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
O Papa Francisco pediu hoje, em Roma, no final de mais uma Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, a “coragem da humildade”.
“Nesta tarde, peçamos a Deus esta coragem, a coragem da humildade, único caminho para chegar a adorar a Deus na mesma casa, ao redor do mesmo altar”, afirmou o Papa numa celebração que contou com a participação de nove representantes das Igrejas e comunidades cristãs presentes em Roma.
Partindo da experiência narrada no episódio dos magos o Papa considerou que é fundamental não embarcar em “modas passageiras, meteoros que se apagam” e pediu para não se ceder “à tentação de brilhar com luz própria, ou seja, de nos fechar no nosso grupo para nos autoconservarmos”.
“Que o nosso olhar esteja fixo em Cristo, no Céu, na estrela de Jesus. Sigamo-lo a Ele, ao seu Evangelho, ao seu convite à unidade, sem nos preocuparmos de quão longa e cansativa possa ser a viagem para a alcançar plenamente. Não esqueçamos que, contemplando a luz, a Igreja, a nossa Igreja, no caminho da unidade, continua a ser o «mysterium lunæ». Aspiremos e caminhemos juntos, apoiando-nos mutuamente, como fizeram os Magos”, apelou.
Na sua homilia Francisco afirmou que “o Senhor deseja que confiemos uns nos outros e caminhemos juntos, não obstante as nossas fraquezas e pecados, apesar dos erros do passado e das feridas mútuas” e que isso deve levar a um “inverter a rota dos nossos hábitos e conveniências para encontrar o caminho que o Senhor nos mostra, o caminho da humildade, da fraternidade, da adoração”.
Aos representantes das várias igrejas o Papa lembrou a necessidade do “cuidado da carne sofredora do Senhor, dilacerada nos membros dos pobres” e apelou ao serviço dos “necessitados, juntos sirvamos a Jesus que sofre”, recordando os cristãos perseguidos em todo o mundo.
“O oriente lembra-nos também os cristãos que lá habitam em várias regiões devastadas pela guerra e a violência. Com o seu testemunho, dão-nos esperança: lembram-nos não só que a estrela de Cristo resplandece nas trevas e não conhece ocaso, mas também que, do Alto, o Senhor acompanha e anima os nossos passos”, reforçou.
Antes do momento de oração, Francisco dirigiu-se até junto do túmulo de São Paulo, onde permaneceu em silêncio, acompanhado pelo cardeal Kurt Koch e o metropolita Policarpo Stavropoulos.
Imagem: Vatican Media
Educris|25.01.2022




