
Francisco comentou o evangelho deste domingo e lembrou o perigo do “fechamento das igrejas” que promove “o afastamento dos que não pensam como nós” e gera “absolutismos”
O Papa Francisco alertou hoje os crentes para o perigo do “fechamento da Igreja” que leva a comunidade crente a fechar-se sobre si e impede a missão da própria igreja.
“Por vezes também nós, em vez de sermos comunidades humildes e abertas, podemos dar a impressão de sermos ‘os melhores da classe’ e manter os outros à distância; em vez de procurarmos caminhar com todos, podemos exibir a nossa ‘carta de condução de crentes’: ‘sou crente’, ‘sou católico’, ‘sou católica’, ‘pertenço a esta associação, àquela outra…’; e os outros, pobrezinhos, não. Isto é um pecado”, afirmou, antes da recitação da oração mariana do Ângelus.
O Papa lembrou que “o Espírito Santo não quer fechamentos, mas quer abertura, comunidades acolhedoras onde haja lugar para todos”, disse.
Perante os milhares de fiéis presentes na praça de São Pedro, no Vaticano, Francisco pediu “a graça de superar a tentação de julgar e de catalogar, e que Deus nos preserve da mentalidade do ‘ninho’, a de nos preservarmos ciosamente no pequeno grupo daqueles que se consideram bons”.
No final da sua reflexão Francisco desafiou os crentes a uma atitude de “prestar atenção a nós mesmos” em vez de “julgarmos tudo e todos”.
“Nisto Jesus é radical, exigente, mas para o nosso bem, como um bom médico. Cada corte, cada poda, é para crescer melhor e dar frutos no amor. Então perguntemo-nos: o que há em mim que contrasta com o Evangelho? O que quer Jesus que eu corte concretamente na minha vida?”, questionou.
Educris|26.09.2021



