
Festa dos Prazeres em honra de Nossa Senhora da Boa Nova
A Festa de Nossa Senhora da Boa Nova, conhecida pelas gentes de Terena como Festa dos Prazeres, é uma das mais antigas e belas romarias marianas a sul do Tejo, celebrada no Domingo e na Segunda‑feira de Pascoela, no Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, às portas da vila. Ao longo dos séculos, este santuário‑fortaleza tornou‑se lugar de encontro entre a fé simples do povo alentejano e a Mãe que traz sempre “boa nova”: Cristo vivo no meio dos seus.
Já em 1758, nas Memórias Paroquiais, o pároco de Terena descrevia a principal festa desta Senhora como sendo celebrada no dia da Senhora dos Prazeres, com grande concurso de povos de toda a volta e com os pastores como mordomos da festa. Na véspera, depois de sermão e vésperas cantadas, a imagem de Nossa Senhora era levada em solene procissão para a igreja matriz e, no dia seguinte, com igual solenidade, acompanhada pelas ruas principais da vila de regresso à sua “casa”, o santuário. Ainda hoje, nos gestos e nos cânticos, reconhece‑se a continuidade viva dessa tradição.
O coração da festa são dois grandes momentos: a Procissão do Encontro e a Procissão Solene de regresso ao Santuário. No Domingo de Pascoela, ao pôr do sol, a imagem de Nossa Senhora da Boa Nova deixa o santuário em procissão, enquanto, à mesma hora, sai da igreja matriz outra procissão com a imagem de São Pedro, padroeiro da freguesia. Ambas se encontram junto ao Cruzeiro do Encontro, onde os andores são baixados três vezes em sinal de saudação e veneração, num ambiente de profundo silêncio, apenas rasgado pelo som da natureza, pelos acordes da banda e pelo eco dos foguetes. Depois, a procissão dirige‑se à igreja matriz, onde a Virgem pernoita, como que visitando o povo no coração da vila.
Na Segunda‑feira de Pascoela, feriado municipal, a imagem de Nossa Senhora deixa a matriz, percorre solenemente as ruas da parte antiga de Terena e regressa ao santuário, em cortejo de fé e de alegria. À chegada, ao som do sino, da banda e dos foguetes, dá‑se a emocionante despedida dos lenços brancos agitados pelos fiéis, antes da Eucaristia festiva, que reúne devotos vindos de muitos lugares, alguns de bem longe.
Sendo romaria profundamente popular, a Festa dos Prazeres é também tempo de festa humana e fraterna. À volta da programação religiosa, desenrola‑se um rico programa profano: animação musical, espetáculos taurinos, concerto da banda filarmónica, feira em redor do santuário, exposição de produtos regionais e a tradicional tômbola, onde são sorteadas as ofertas feitas a Nossa Senhora – pão, queijos, enchidos, animais e outros dons da terra.
Na mesa, a festa tem sabor de tradição: os bolos fintos e, sobretudo, o assado de borrego são a iguaria por excelência destes dias, partilhados em família e entre amigos. É forte o costume de, na Segunda‑feira, se passar o dia nos campos em redor do santuário, estendendo mantas, abrindo cestos e partilhando o borrego e outras iguarias em ambiente de convívio fraterno, como prolongamento natural da mesa eucarística.
Assim, a Festa dos Prazeres em honra de Nossa Senhora da Boa Nova é, ao mesmo tempo, memória secular, romaria de fé e encontro de um povo que, ano após ano, volta a esta casa para agradecer, pedir proteção e renovar a confiança na Mãe que, em Terena, continua a trazer a melhor notícia: Deus permanece fiel ao seu povo e acompanha a sua história.
A Festa de Nossa Senhora da Boa Nova, também chamada pelas gentes da terra como Festa dos Prazeres, celebram-se no Domingo e Segunda-feira da Pascoela.
Trata-se da romaria mais antiga a sul do Tejo, decorrendo ainda hoje, nos seus atos principais, tal como foi descrita pelo Pároco de Terena nas Memórias Paroquiais de 1758: “A principal festa desta Senhora he no dia, em que a igreja celebra a da Senhora dos Prazeres; com grande concurso dos povos em roda. São os pastores deste termo, e dos circunvizinhos os mordomos da festa; trazendo em solenne procissão na vespera, depois de sermão, e vesperas cuntadas, a Sagrada imagem da Senhora para a Igreja Matriz, e no dia pela manhãa com a mesma solennidade, correndo primeiro as ruas principaes da Villa, a acompanhão à sua caza, aonde proseguem os cultos de huma solenne festa. ”
Esta festa tem como vertente principal as festividades religiosas em honra de Nossa Senhora da Boa Nova que se exprimem em dois atos particularmente solenes e concorridos: a procissão do Encontro e a Procissão Solene de regresso ao Santuário.
A procissão do Encontro decorre no Domingo de Pascoela, ao por do sol, a imagem de Nossa Senhora deixa o Santuário, à mesma hora que sai da Igreja Matriz outra procissão com a imagem de São Pedro, o padroeiro da freguesia. Ambas as procissões se reúnem no cruzeiro do Encontro e as pessoas que carregam os andores baixam as imagens três vezes, em sinal de cumprimento. Esta cerimónia é acompanhada de profundo silêncio humano, apenas se ouvindo os sons da natureza, os acordes da banda e os sons dos foguetes. A procissão segue então em direção à Igreja Matriz, onde pernoita a imagem de Nossa Senhora.
Na segunda-feira de Pascoela, Feriado Municipal do concelho, a imagem deixa a Igreja Matriz, percorrendo as ruas da parte antiga da vila, regressando solenemente ao seu Santuário. À chegada, ao som do sino, dos foguetes e da banda, dá-se a despedida dos lenços brancos e é celebrada a Eucaristia. Estes atos religiosos são bastante concorridos por pessoas oriundas das mais diversas proveniências, algumas de longa distância.
Sendo uma romaria de caráter popular, as festividades religiosas são acompanhadas de outros eventos de natureza profana: animação musical; espetáculos taurinos; concerto da Banda Filarmónica; venda de feirantes no espaço em redor do Santuário; exposição de produtos regionais, a Tômbola, onde são sorteadas as ofertas feitas a Nossa Senhora (pão, queijos, enchidos, animais), etc. Gastronomicamente, as Festas da Boa Nova são acompanhadas pela elaboração dos tradicionais bolos fintos e do Assado de Borrego, a sua iguaria por excelência. É ainda uma forte caraterística desta festa a tradição que as pessoas da região têm em passar o dia de Segunda-feira nos campos em redor do Santuário, partilhando o Assado do Borrego e outras iguarias com os familiares e amigos, em fraternal convívio.










