No passado sábado, dia 3 de maio, a comunidade cabo-verdeana congregou-se na Igreja de Saint-Joseph, em Esch-sur-Alzette, para honrar Jesus Cristo, invocado com o atributo de São Salvador do Mundo.
Título muito antigo na tradição cristã. A Basílica S. João em Latrão, actual Sé de Roma, foi dedicada no século IV ao Salvador do Mundo. Esta é uma festa religiosa e popular com origens na vila de Picos, sede do concelho de São Salvador do Mundo (11.000 habitantes), na ilha de Santiago, a maior ilha do arquipélago onde se situa a capital de Praia. Santiago é a ilha de onde provém a maioria das famílias cabo-verdeanas em diáspora no Grão-Ducado. A Festa acontece sempre no III Domingo de Páscoa.
Do programa constou a Celebração Eucarística – em luxemburguês, alemão e francês – participada pela comunidade local e animada pelo coro católico cabo-verdano, que louvou a Deus e celebrou Cristo com cânticos em francês, português e crioulo. Presidiu à Missa o P. Raymond Streweler, pároco, acompanhado pelo P. Rui Pedro, capelão da comunidade lusófona. Os imigrantes cabo-verdeanos e seus descendentes assinalam esta festa, desde 2009, em terras do Grão-Ducado.
No sul do Luxemburgo são duas as festas da comunidade africana: São Salvador do Mundo e Santa Catarina de Alexandrina. As festas da terra de origem dos imigrantes, celebradas e vividas em contexto de migração cumprem um relevante papel no processo de integração social e eclesial no que concerne o encontro entre identidades diferentes, a partilha de culturas e tradições religiosas e transmissão de valores que apelam à transcendência de vida.
A Igreja ao acolher as festas das várias comunidades migrantes celebra a universalidade do povo de Deus e a diversidade cultural que, desde as origens, marca a fé cristã.
R.P.