Numa altura em que a violência se sente por toda a parte, o apelo à paz assume proporções talvez maiores…
Sentimos a violência à nossa volta sob vária formas:
– violência psicológica – que põe em perigo a saúde mental e o equilíbrio das pessoas, principalmente através de torturas, filmes, programas pornográficos, guerra-fria…
– violência física – traduzida em violações, raptos, assassínios, assaltos…
– violências estruturais – que aparecem através de instituições, leis, processos em atrazo…
– violências culturais e religiosas – exercidas pelos meios de comunicação social, pelos regimes e ritmos de trabalho, pela força de tantos poderes…
Por trás disto tudo está a consciência da violência. Esta é calculada, analisada e procurada. Não aparece por acaso. Portanto, pode ser controlada e dominada.
Digamos, então, NÃO À VIOLÊNCIA! Mas não nos sirvamos das mesmas armas!
Ponhamos em prática a dinâmica da paz, que tem por base o intercâmbio, a comunhão, a disposição de comunicar ao outro o melhor de si mesmo. É uma dinâmica que assenta na capacidade de diálogo e de renúncia mútua.
E para nós, cristãos, não haverá uma dinâmica da paz sem o AMOR gerado pela presença do Espírito Santo. A paz tem que passar pela conversão de cada um aos ideais do amor e da justiça.
Agora vemos também uma paz ameaçada pela falta do respeito devido à natureza.
A desordenada exploração dos seus recursos e a progressiva deterioração da qualidade de vida, são sinais disso mesmo. É uma situação que gera formas de egoísmo colectivo, de açambarcamento, de prevaricação… Interesses económicos são postos acima do bem das populações; levam à destruição de animais, da flora e ainda à manipulação genética.
A paz no mundo só será duradoura, se assentar não em leis ou convenções, mas na própria pessoa do ESPÍRITO SANTO!
Destruamos a violência com as ‘armas’ da paz!
Maria Viterbo