(00 351) 218 855 470 ocpm@ecclesia.pt

“ Há por aí tantas pessoas a dizer que têm muito medo dos imigrantes, que tenho vontade de gritar: “Eu não tenho medo dos imigrantes”!
Porque

– são meus irmãos!
Considero-os realmente membros de uma mesma família, que é também a minha. E, entre elementos da mesma família, não há lugar para medo;

– são muitíssimo bem educados.
Sobretudo os homens, manifestam uma enorme delicadeza em todos os aspectos do dia-a-dia. Desde os que estão melhor posicionados àqueles que só têm a rua por abrigo, nunca nenhum me maltratou. Em nenhuma situação, de dia ou de noite, me senti de algum modo ofendida. Têm pela mulher uma enorme consideração.

– na minha experiência, de encontros em que juntamos algumas centenas de pessoas (imigrantes) e onde não falta até o ‘nosso’ Vinho do Porto (p. ex. no Natal), nunca vi acontecer nada de especial, a não ser uma imensa alegria gerada pela partilha simples da família que se reúne de coração aberto.

– apesar de constantemente perseguidos e explorados, conseguem normalmente manter uma dignidade que impressiona quem, como eu, com eles vive e partilha das suas dores.

– sabem reconhecer o amor em gestos desinteressados e simples e procuram corresponder.

– neste país onde a burocracia levanta barreiras e a forma de tratar os diversos assuntos varia de distrito para distrito (SEF, SEG. SOCIAL, etc…), admiro a coragem de se manterem de pé e continuarem a lutar. São persistentes!

Amo esta minha nova família!”.

* Maria E. Viterbo
do Secretariado Diocesano da Pastoral de Migrações do Porto