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PONTES » ANO 4 » Nº 15
(1ª página)
XXXII SEMANA NACIONAL DA MOBILIDADE HUMANA
EM FÁTIMA, O CARDEAL STEPHEN HAMAO COMENTA
A INSTRUÇÃO “ERGA MIGRANTES CARITAS CHRISTI”
“O Documento liga-se de forma ideal à “Exsul Família”, cujo quinquagésimo aniversário celebrámos há dois anos, e da qual sublinha a continuidade de inspiração, que ao mesmo tempo está aberto às novas perspectivas que o fenómeno migratório nos indica hoje. Portanto, a Igreja encontra-se continuamente empenhada em actualizar os instrumentos de análise e de programação pastorais.
Com certeza, há cinquenta anos atrás não tinham ainda entrado nas nossas casas as imagens de prófugos, de exilados e deportados de guerra – nos Bálcãs, em Angola ou em Moçambique –, nem das embarcações marítimas super lotadas de clandestinos albaneses, curdos e africanos. Os nossos televisores não nos tinham mostrado ainda os rostos de milhares de seres humanos perdidos, desfalecidos e famintos à procura de um lugar de trabalho, de segurança, de um futuro para si e para a própria família. Ainda não tinham aparecido aquelas cenas de violência e de morte, aqueles semblantes aterrorizados de tantos nossos irmãos, as devastações dos seus corpos, e a desolação das suas aldeias destruídas pela violência, pelo ódio e pela vingança.
Aqueles estrangeiros, feridos, oprimidos e desesperados não desembarcavam ainda nas nossas costas marítimas quando, há cem anos atrás, muitos europeus atravessavam o oceano à procura de trabalho e de um futuro melhor. A Igreja, já então estava ali presente com estes migrantes para prestar os primeiros socorros aos feridos, para matar a fome de pequenos e grandes, para dar um alojamento ou um abrigo – por humilde e precário que ele fosse – e assumir, sobretudo, o dever de abrir um caminho que aumentasse o olhar acolhedor de todos, principalmente dos cristãos.
A história continua, todavia entre estes velhos e novos dramas. E a Igreja está sempre ali, ao lado dos velhos e novos migrantes. O Documento “Erga migrantes caritas Christi” quer mostrar ainda uma vez mais, a todos os cristãos, o exemplo do Bom Samaritano que há dois mil anos deu a sua vida pelo homem.
* Intervenção do Cardeal Stephen Fumio Hamao, Presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, em Fátima, no encontro de trabalho com a Comissão Episcopal de Migrações e Turismo, dia 13 de Agosto de 2004.
Da mensagem da OCPM para o Dia de Portugal,
de Camões e das Comunidades
“ A preocupação preponderantemente “administrativa” do País face à actual Imigração, em situação de emergência social, caracterizada por desordem no acolhimento e por ensaios legislativos de “gestão” dúbia, tem deixado na penumbra política e condenado ao silêncio cultural a importante realidade nacional que é a Emigração Portuguesa. Portugal tem de assumir, sem complexos e sem medo de perder a imagem que sonha gozar como País moderno, de que é e será um país de Emigrantes!
A Emigração é uma dimensão estrutural da nossa economia e cultura. Muitos portugueses residentes – cidadãos comuns e numerosos políticos – que desconhecem a Emigração real, resistem em assumir, com dignidade e memória, esta “condição da nossa alma” e de trajectória nacional. Perpetuando a estratégia de remoção (in)consciente da Emigração do nosso imaginário colectivo e também das prioridades políticas nacionais e religiosas, permanecemos uma nação que teima em respirar a um só pulmão!
A Emigração ultrapassa a Imigração: por cada imigrante a residir no País há 10 emigrantes a viver longe da Pátria. Cada ano, com conhecimento das Autoridades através do Instituto Nacional de Estatística (INE), tem saído em média 30.000 portugueses. Muitos em situação de “trabalho temporário” na União Europeia, marcado pela precariedade e indignidade, outros, para outros países do mundo, recorrendo a formas de entrada e permanência irregulares. Desde 1990 partiram perto de 300.000 portugueses. É urgente que o País recupere o discurso da Emigração real para o bem comum nacional.
Lisboa, 7 de Junho de 2004
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ENCONTRO NACIONAL DOS SECRETARIADOS DIOCESANOS
DA PASTORAL DE MIGRAÇÕES
IGREJA EM PORTUGAL E ESPANHA:
PERSPECTIVAS DE ACOLHIMENTO E INTEGRAÇÃO
Foi o tema que reuniu, de 12 a 15 de Julho de 2004, na cidade de Évora, os Secretariados da Pastoral de Migrações e algumas Capelanias das dioceses do Continente e das Regiões autónomas. O Encontro foi presidido pelos bispos D. Januário Torgal Mendes Ferreira e D. António Sousa Braga, respectivamente presidente e vogal da Comissão Episcopal de Migrações e Turismo. Contou com a participação de uma delegação da Comissão Episcopal de Migrações da Espanha, nas pessoas da directora nacional, Ir. Pilar Samanes Ara e do assessor Pe. Gabriel Delgado Alvarez, de Cadiz e Ceuta.
Após a análise das muitas semelhanças históricas, na perspectiva da rede de Missões Católicas e de todo o processo migratório, e das diferenças no que concerne às respostas e caracterização da Imigração das duas Igrejas, os cerca de 50 delegados diocesanos presentes salientaram os seguintes aspectos:
1. As Comunidades no estrangeiro vivem, nos dias de hoje, rápidas e incertas mudanças a nível do perfil sócio-humano dos migrantes, dos seus “itinerários de fé” e dos processos de integração, os quais exigem uma reflexão nova e aprofundada quanto ao modelo pastoral de acompanhamento personalizado vigente e a implementar;
2. O futuro das Comunidades católicas espanholas e portuguesas – que têm prestado um magnífico serviço ao homem, á fé e á evangelização – dependerá, em parte, da sua abertura missionária, e da qualidade do diálogo na Igreja local, na valorização e formação do laicado, e do acolhimento inteligente aos “novos” migrantes de ambas as línguas ibéricas;
3. De acordo, com a evolução positiva da reflexão da Igreja, manifestada na recente Instrução “A caridade de Cristo para com os migrantes”, a maior responsabilidade na integração cabe, sobretudo, à Igreja que acolhe, sem que, contudo, a Igreja que envia nunca se descomprometa da comunhão e da solidariedade;
4. Cresce a consciência de que a Mobilidade humana é uma realidade “específica” que toca todas as dimensões da acção das comunidades cristãs e que, por isso, o seu lugar natural é no seio da pastoral ordinária das dioceses e não à margem dos planeamentos pastorais;
5. Á luz da palavra do Papa João Paulo II: “a pastoral das Migrações é o caminho para a realização da missão da Igreja”, não se deve insistir apenas sobre a especificidade de uma pastoral das migrações a seguir e das estruturas a criar, mas, sobretudo, na resposta conjunta á questão: que comunidade cristã queremos ser neste mundo dividido e sedento de reconciliação?
Com base, nos princípios enunciados, os participantes assumem o compromisso de:
1. Continuar e intensificar a cooperação bilateral entre ambas as Igrejas, através das Comissões Episcopais da Mobilidade Humana por meio da troca de informações, análises, experiências e encontros regulares;
2. Realizar um encontro Mundial de Comunidades Católicas Portuguesas sobre o tema «Portugueses no mundo», devido à vigência crescente de fluxos migratórios de saída de Portugal, contrariamente ao que acontece na vizinha Espanha;
3. Manifestar a sua profunda preocupação diante da grave situação humana, que vivem milhares de imigrantes e refugiados a chegar à Península Ibérica das mais diferentes proveniências, continuando a aguardar que os respectivos Governos e Parlamentos encontrem a solução justa que dê resposta a um problema humano tão dramático;
4. Apoiar a sociedade civil e a opinião pública, á luz do Ensinamento Social da Igreja e Magistério do Papa, em ordem a mudar a visão redutora da migração, ao entendê-la prevalentemente como um grave problema de pobreza. Ora esta é uma das consequências de um fenómeno complexo, o qual se nos apresenta, como o da “vulnerabilidade da condição trabalhadora do migrante”, vítima de sistemas económicos e de falsos projectos de desenvolvimento;
5. Analisar alguns problemas que têm surgido no âmbito da assistência religiosa aos católicos de Rito oriental bizantino, do Ecumenismo e do diálogo inter-religioso de forma a dar-lhes resposta célere, através dos meios julgados mais eficazes e das instâncias pastorais competentes.
Évora, 15 de Julho de 2004
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AGENDA
AGOSTO
07 – Fátima – X Peregrinação Africana a Fátima: “Junto de Maria pedir condições para não emigrar e lembrar o direito a imigrar” (Capelania dos Africanos de Lisboa).
08 a 15 – Braga – 7º Encontro Europeu de Jovens Luso-descendentes, organizado pela Coordenação das Colectividades Portuguesas de França (CCPF).
09 – Fátima – Peregrinação de Portugueses em férias das Comunidades Católicas Portuguesas de Paris (França), organizada pela Comunidade de São Francisco Xavier de Paris.
9 a 15 – XXXII Semana Nacional de Migrações. Tema: “Consolidar a Paz para não ter que emigrar” (cfr. Mensagem do Papa para o 90º Dia Mundial do Migrante e Refugiado).
10 a 15 – Viseu – “Encontro de Jovens da Lusofonia” (oriundos da CPLP) , organizado pelo Instituto Português da Juventude.
12 e 13 – Fátima – Peregrinação Internacional do Migrante e Refugiado a Fátima (celebrações transmitidas pela RTP). Encontro do Cardeal Stephen Fumio Hamao, presidente do Conselho Pontifico para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, com delegados das Comunidades Portuguesas e com operadores pastorais sobre a nova Instrução “Erga Migrantes Caritas Christi”.
15 – Encerramento da XXXII Semana Nacional de Migrações, com Jornada Nacional de Solidariedade (Peditório) para os serviços diocesanos e nacionais da Pastoral da Mobilidade Humana: marítimos, ciganos, migrantes, refugiados, estudantes e pastoral do turismo.
15 – Estoi – IV Festa dos Migrantes do Algarve (SDPM de Faro)
SETEMBRO
02 a 05 – Barcelona, Espanha – Congresso Mundial dos Movimentos Humanos e da Imigração (HMI), integrado no Fórum Universal das Culturas.
17 a 19 – Malines, Bélgica – “ Uma Europa a 25: consequências para as migrações no Continente” – Encontro dos directores nacionais da Pastoral de Migrações, organizado pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE).
19 a 22 – Indiana, EUA – 2ª Conferência Internacional “ Migrações e Teologia”.
20 a 23 – Kevelaer, Alemanha – IV Congresso Europeu sobre Peregrinações e Santuários: “ Ecumenismo da Santidade: a peregrinação ao início do Terceiro Milénio”, organizado pelo CPPMI.
20 a 25 – Roma, Itália – Director da OCPM orienta Retiro Espiritual a estudantes de Teologia, futuros missionários dos migrantes.
OUTUBRO
01 – Bruxelas, Bélgica – Reunião das Organizações Europeias empenhadas na Campanha pela Ratificação da Convenção Internacional para a Protecção dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e Membros de Suas Famílias (ONU), convocado pelas organizações “December18” e “Agir Ici”.
01 a 03 – Piacenza, Itália – 2º Congresso do Movimento de Leigos Scalabrinianos da Europa: “Beato J. B. Scalabrini, Apóstolo dos migrantes: entre memória e profecia”.
04 a 08 – Como, Itália – Encontro de Formação Pastoral promovido pelas Delegações da Alemanha e Suíça.
01 a 10 – África do Sul – Visita Pastoral da Comissão Episcopal de Migrações à Comunidade Portuguesa das Missões Católicas de Capetown, Joanesburgo, Durban, Mayfair, Pretória e Nigel.
12 e 13 – Lauton, EUA – D. António Braga, vogal da Comissão Episcopal das Migrações, realiza Visita pastoral à Comunidade de Lauton, na Califórnia, para assinalar os 25 anos da paróquia portuguesa.
26 a 28 – Londres, Reino Unido – Encontro Anual dos Delegados Europeus das Comunidades Católicas Portuguesas, com a presença de D. Januário T. M. Ferreira.
OBRAS NACIONAIS DA COMISSÃO EPISCOPAL
DE MIGRAÇÕES E TURISMO
TURISMO E PEREGRINAÇÕES
A Comissão Episcopal de Migrações e Turismo, como modalidade de preparação “participada” para o Congresso Mundial da Pastoral do Turismo, que aconteceu em Banguecoque (Tailândia) de 5 a 8 de Julho último, no qual participou juntamente com 120 delegados de 35 países, levou a cabo um breve Inquérito às dioceses portuguesas. Apesar de terem respondido apenas metade das dioceses, apuraram-se alguns elementos de interesse que serão muito importantes para o arranque desta atenção pastoral e criação de uma Direcção Nacional.
O secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Francesco Frangialli, durante o Congresso, afirmou que o Turismo se mantém uma das principais receitas do Comércio internacional, em comparação com as exportações de petróleo, géneros alimentícios e automóveis. Falamos do Turismo que fez de Portugal ao longo do ano 2003, terra de destino de perto de 12 milhões de pessoas, parte de um total mundial na ordem dos 694 milhões de turistas, segundo os dados fornecidos pela OMT.
Tal como hoje acontece já para 38 % dos países da terra (Portugal é um desses beneficiários já há várias décadas!), o Turismo tornou-se o mais importante ramo do Comércio e uma das principais receitas nacionais. Sempre em 2003, esta mobilidade turística mundial não só garantiu o direito ao trabalho a 200 milhões de trabalhadores e empresários, como também produziu uma receita de 514 biliões de US doláres. Continua, assim, a emancipar da pobreza alguns países considerados do grupo dos mais pobres do mundo. Segundo projecções da OMT prevê-se um incremento mundial do turismo para 2020, na ordem dos 1.500 milhões de turistas internacionais.
O Santo Padre, por ocasião do XXV Dia Mundial do Turismo, que se assinala anualmente no dia 27 de Setembro, dirigiu uma Mensagem sob o tema: “Desporto e Turismo: duas forças vitais para a compreensão mútua, a cultura e o desenvolvimento dos países”. Um mensagem que marca o magistério social do papa e que é certamente inspirada no ano 2004, ano cheio de Desporto devido ao Ano Europeu para a Educação pelo Desporto, ano do Euro UEFA 2004, dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Atenas.
APOSTOLADO DO MAR
Tem lugar do dia 27 a 29 de Setembro, na cidade de Kaszuby, na Polónia, o Encontro Regional dos Directores Nacionais e Bispos promotores do Apostolado do Mar na Europa. A delegação portuguesa será presidida pelo Director Nacional, Pe. Carlos Augusto Noronha Lopes da diocese de Coimbra e pelo bispo promotor deste departamento da Comissão Episcopal.
POVO GIGANO
A Obra Nacional da Pastoral Ciganos tem fomentado a constituição de Associações de Ciganos e continua a apoiar essas Associações, como forma de incentivar o crescimento da representatividade dos próprios ciganos na sociedade portuguesa. Desta actividade têm resultado diversas iniciativas em que pessoas de etnia cigana e as respectivas Associações foram chamadas a funções de representação da etnia ao nível autárquico, governamental e da comunicação social.
PORTUGUESES NO MUNDO
Visita à África do Sul
Apoiada pelos missionários e missionárias que servem as Comunidades Portuguesas da Republica da Africa do Sul, o Presidente e o Secretário da Comissão Episcopal de Migrações, vão realizar mais uma Visita Pastoral, integrada no Ciclo de Encontros que precedem o Encontro Mundial das Comunidades 2005. A visita que decorrerá de 01 a 10 de Outubro, desenvolver-se-á, particularmente na área das Missões Católicas de Capetown, Joanesburgo, Durban, Mayfair, Pretória e Nigel, e terá como objectivos conhecer a real situação dos portugueses, reflectir sobre a continuidade do apoio social e espiritual, e contactar as estruturas da Comunidade Portuguesa e da Igreja local. A Visita pretende também levar uma palavra de coragem e de solidariedade da Igreja em Portugal, a esta Comunidade que atravessa uma situação de grave crise devido à insegurança, criminalidade e mortes acontecidas.
Adeus, missionário Padre Luís Marques!
Podia dizer-se do Padre Luís Manuel Marques aquela palavra de Jesus: «o bom pastor conhece as suas ovelhas e elas conhecem-no».
O bom pastor, o nosso Luís, faleceu no passado dia 7 de Junho de 2004, depois de longos meses de intenso sofrimento. O cancro que se declarara há dois anos, acabou por lhe levar as últimas forças físicas. O funeral realizou-se, na paróquia de Sante Marie de Champigny, nos arredores de Paris, no dia 11 de Junho.
Homem, imigrante e padre, três palavras que só a palavra «amigo» poderia resumir, tal era a força da amizade e da proximidade que saíam deste pastor, oriundo da Região da Madeira, dado – corpo e alma – ao Povo da Imigração em França.
Chegado a França em 1975, o Padre Luís Marques foi o primeiro responsável nacional da «Aumônerie/Capelania» Nacional dos Portugueses em França. Em Novembro de 1979, escolhido pelos padres e pelas religiosas portuguesas de França e com o acordo do Episcopado português, foi nomeado «Delegado Nacional» pela Comissão Episcopal Francesa das Migrações. Com ele e com o Padre Jean Degouttes, foram lançadas de seguida as bases da “Aumônerie /Capelania” Nacional, ligada intimamente ao Serviço Nacional da Pastoral das Migrações.
Em 1983, o Padre Luís, falando das transformações que sentira na sua vida de homem e de padre em França, apontava como essencial «a passagem de uma Igreja instalada a uma Igreja que se renova dia após dia, num caminho de comunhão; uma Igreja feita de comunidades que recebem a possibilidade de se amar e de se compreender; uma Igreja dom de Pentecostes».
Agradecidos os Serviços Nacionais da Pastoral de Migrações de França e Portugal: Pierre Millet, Geraldo Finatto, José Coutinho da Silva (França); Januário Ferreira, Manuel Soares e Rui Pedro (Portugal).
IMIGRAÇÂO
IMIGRAÇÃO COM ABRIGO
O próximo Encontro de Apoio Social ao Imigrante encontra-se desde já agendado para 14, 15 e 16 de Janeiro de 2005, em Fátima. Desta vez, a Obra Católica Portuguesa de Migrações e a Caritas Portuguesa, com as parceiras da Agência Ecclesia, Comissão Justiça e Paz dos Religiosos e Centro Social “bairro 6 de Maio” da Venda Nova – Amadora, pretendem enfrentar a delicada questão da habitação dos imigrantes, realidade “dramática” do primeiro acolhimento e também decisiva para uma integração digna que reforça a coesão social.
Sem esquecer o drama nacional que significa a habitação para muitos portugueses, o enfoque será colocado sobre a Imigração pois, em muitos casos, é através da situação de muitos imigrantes que se tem conseguido ver melhor a situação de indignidade e precariedade que afecta muitas famílias portuguesas.
SÓ FALTAM 6 MESES!
“Ousar a Memória, Fortalecer a Cidadania”
Contamos com delegados de todos os Países aonde haja Comunidades Portuguesas para o Encontro Mundial das Comunidades, já em fase de preparação acelerada, e previsto para os dias 29, 30 e 31 de Março de 2005. Os delegados deverão ser escolhidos entre os membros do Conselho Pastoral, dos Movimentos ou Associações ligadas à Missão ou Paróquia Católica Portuguesa ou à Igreja Local.
Onde exista Comunidade organizada com missionário de língua portuguesa é importante que, com os leigos e leigas comprometidos, se proceda à cuidada preparação segundo o esquema que a OCPM vai enviar com a Carta circular de meados de Outubro.
Apela-se à criatividade na procura de patrocínios e à efectiva solidariedade das Comunidades para que os delegados, oriundos de países com menos recursos financeiros, possam ser auxiliados nas viagens mediante a Solidariedade.