Boletim da Obra Católica Portuguesa de Migrações
(em papel)
FICHA TÉCNICA:
Propriedade: OCPM
Impressão: Oficina da OCPM
Pessoa Colectiva Religiosa nº 500911720
Director: Rui M. da Silva Pedro
Equipa de Redacção: Cidália Calisto,
Eugénia Costa e Manuel da Silva.
Secretária de Redacção: Maria Fernanda
Maquetização e montagem: Manuel P. & Manuel S. – Alameda das Pretas – Lisboa
Tiragem: 700 exemplares
Email: ocpm@ecclesia.pt
Página web: www.ecclesia.pt/ocpm
Distribuição gratuita
ALICERCES
Ouvir como um cego
A mão que só quer o seu bem cria divisão e cedo descobrirá que o resto do corpo, sem saúde, limita-lhe a vida. Ao esboçar a 1ª edição do novo ano, repensamos o modo como
nos desunimos em objectivos particulares e proteccionismos nacionalistas. Urge reflectir pilares, numa visão estratégica global, em busca de valores comuns! A busca da felicidade é transnacional…
Assim atesta Taizé, onde milhares de jovens migraram, em turismo religioso, ao encontro da Paz.
Em vésperas do I Encontro Mundial das Comunidades Portuguesas erigimos novos Alicerces, no Pontes, a unir margens de um rio comum. Toda a mobilidade humana, cabe nesta ponte… com vias de passagem para Imigração, Emigração, Marítimos, Ciganos e Turismo.
Elos de vida, em novo formato, onde olhamos de modo acuidado o Mundo e a Igreja. Um Portugal de tradição Emigrante é agora também Imigrante.
Cimentar as fundações de um mundo com tecto… para portugueses ou migrantes, assim reflectiu o V Encontro de Apoio Social ao Imigrante. Cada telha de indiferença… é o escavar da indignidade humana.
Se nossos Emigrantes ou Imigrantes… importa apenas que “nossos”, cidadãos do mundo, para os repensar de forma diferente! A degradação física e social é cume do desrespeito e exploração humana, com reflexo no ordenamento territorial de cidades e países.
“Ousar a memória” para “Fortalecer a cidadania”, numa Europa plural, a 25 e num mundo estreito e global. O puzzle interior do “eu”, enriquece e fecunda a cultura, na diversidade de identidades.
“São precisas várias vidas para construir uma só pessoa” (Carlos Fuentes – escritor mexicano). Urge ver com os ouvidos… as estórias de certas vidas. Somos cegos aos bairros de lata e surdos ao que vemos, na indiferença do hábito.
Há cegos que vêem melhor! Apenas, porque sabem ouvir, descrições que insistimos
não ver.
* Cidália Calisto
BREVES
I Encontro Mundial de Comunidades Portuguesas
– O Cardeal Hamao – Presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes marca presença no I Encontro Mundial de Comunidades Portuguesas.
– A TAP já garantiu fazer descontos de 10% e 20% nas viagens de todos os inscritos que optem pela transportadora aérea.
– O alojamento-extra precisa ser garantido! Se necessita estar em Portugal antes e/ou depois do Encontro, pode inscrever-se em noites-extra.
– É urgente reservar os quartos na Casa de Vilar. Quem ainda não enviou toda a documentação / inscreveu deve fazê-lo.
– Há um prazo-extra para inscrições como alternativa ao afluxo de inscrições.
– Aos Directores dos SDPM, a OCPM pede que façam um levantamento de quantos sacerdotes e religiosas, tem a diocese ao serviço das Comunidades Portuguesas e enviem até ao final de Fevereiro.
– Entre os Delegados dos países, o director da missão deve trazer consigo, dois leigos, sacerdotes e leigos emigrantes que serviram a comunidade e já regressaram.
– A OCPM solicita a resposta aos inquéritos, para análise prévia ao Encontro.
PORTUGUESES NO MUNDO
Encontro Mundial de Comunidades
Porto-Portugal, 29 a 31 de Março de 2005
Uma iniciativa pioneira e um esforço audaz, a mobilizar delegados das Comunidades Portuguesas de todo o mundo, com cerca de 150 participantes, convidados e inscritos.
Pretende-se que seja o primeiro de muitos encontros, com dimensão lusófona global. Inaugurar esta via de comunicação é impulsionar o contacto com os emigrantes e luso-descendentes, num auscultar privilegiado de sensibilidades portuguesas, longe da Pátria.
Reflectir com eles e não apenas sobre eles, acelera um conhecimento biunívoco, que a Igreja há muito iniciou, mas pretende afunilar, de forma concertada com o Estado, para fomentar estratégias comuns, e fortalecer as redes de inserção e participação, numa direcção única.
Apelamos à mobilização massiva da comunidade!
INSCRIÇÕES
– É com muito agrado que recebemos inscrições, que muito nos congratulam.
– Dado o interesse generalizado continuamos a aceitá-las. Poderá fotocopiar a Ficha de Inscrição, caso outros colegas/ membros da comunidade ainda pretendam inscrever-se, mas só até ao dia 28 de Fevereiro de 2005.
– Para facilitar a gestão de inscrições e a credibilidade dos inscritos, relembramos que o Delegado deve, não só assinar e carimbar as inscrições, como reuni-las e enviá-las.
– As modalidades de pagamento são mais amplas do que as contempladas na Ficha de Inscrição. Além de Cheque, que comporta agravamentos cambiais e despesas adicionais para a OCPM, quando a entidade bancária não é portuguesa, aceitamos Transferência Bancária para:
– de Portugal – NIB:
003300000001055367962
– do Estrangeiro – IBAN:
PT50 0033 0000 0001 055 3 6796 2
BIC/SWIFT BCOMPTPL
Pedimos que nos enviem fotocópias comprovativas das respectivas transferências.
– As inscrições são individuais. Como tal, caso se inscreva um casal, ou quaisquer duas pessoas que partilhem um quarto duplo, cada uma terá de pagar a sua inscrição; pois, estão a pagar apenas metade do valor real-total.
– A Casa de Vilar possibilita alojamento-extra dias do Encontro Mundial, para quem chega antes, ou pretende prolongar a estadia. O modo de cálculo da diária-extra é dividir por dois os valor da modalidade escolhida, que consta na Ficha de Inscrição.
– Para quem não pretende alojar-se na Casa de Vilar, pede-se uma inscrição simbólica de 5€, para despesas de manutenção; e têm sempre a possibilidade de refeições avulsas – 11€ cada.
Descontos nos voos – Patrocínio TAP
– A OCPM está a promover uma campanha de sensibilização entre organismos oficiais e empresas para conseguir reunir os patrocínios e apoios necessários à realização de um evento desta dimensão.
– A transportadora aérea TAP promove descontos para os para todos os participantes (oradores e inscritos) no I Encontro Mundial de Comunidades Portuguesas, para viagens nacionais e internacionais.
– De acordo com o protocolo celebrado, o desconto será válido para as reservas efectuadas apenas no website da TAP Air Portugal (www.tap.pt), com desconto de 10% em classe económica e de 20% em classe executiva. Reservas efectuadas por agências de viagens ou nos balcões TAP não podem beneficiar do desconto.
– O desconto é aplicável de e para qualquer destino TAP e válido apenas para voos operados pela TAP.
– O pagamento será efectuado sempre em Euros, com cartão de crédito.
– Até 25 de Fevereiro, os participantes interessados no desconto devem comunicá-lo à OCPM, antes de reservarem o voo online, para que lhes seja atribuído um código de desconto.
CONVIDADOS – ORADORES
– Confirma-se a presença de Sua Excelência, o Presidente da República, Jorge Sampaio cuja participação muito nos honra, na sessão solene de abertura.
– O Presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, o Cardeal Stephen Fumio Hamao é a suprema personalidade eclesial.
– A Igreja Católica em Portugal far-se-à representar pelo Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa – Cardeal- Patriarca D. José Policarpo, pelo Presidente da Comissão Episcopal de Migrações e Turismo – D. Januário Torgal Ferreira e vogais da Comissão – D. Teodoro de Faria, D. Manuel da Silva Martins, D. António Braga, D. António Rafael e o Bispo do Porto – D. Armindo Lopes Coelho.
– Entre convidados e inscritos estarão padres, religiosas e leigos de todo o mundo, como voz das comunidades portuguesas além-fronteiras, nomeadamente: África do Sul, Alemanha, Angola, Argentina, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos da América, França, Holanda, Itália, Luxemburgo, Grã- Bretanha, Suíça e Venezuela.
– Um diálogo aberto, na experiência de académicos, políticos, sindicalistas, conselheiros sociais e missionários.
– A OCPM está ao dispor para esclarecer e solucionar qualquer dúvida.
•Cidália Calisto
OLHAR SOBRE A IGREJA
Coração de Migrante
Foi há 100 Anos!
No dia 1 de Junho de 1905 morria, aos 66 anos, em Piacenza – Itália, um dos primeiros apóstolos e insignes teólogos da mobilidade humana. Homem apaixonado por Deus e pelo Homem. João B. Scalabrini marcou profundamente a vida espiritual da sua diocese e da Europa do século XIX.
Fundou os Missionários de S. Carlos Borromeu para a evangelização dos migrantes (“filhos da miséria e do trabalho”). Organizou Cooperativas Operárias e Obras de Previdência. Em sintonia com o movimento laical europeu e fundou a Sociedade de “São Rafael”, para proteger os direitos e liberdades dos emigrantes e suas famílias.
O beato Scalabrini, com Santa Francisca Cabrini e o bispo Jeremias Bonomelli, deixou-se interpelar pelo clamor dos seus diocesanos e dos 50 milhões de europeus que, em menos de um século, deixaram a Europa, num dos maiores êxodos que a história então conhecera.
Do coração de sacerdote e bispo brotou uma rede de respostas pastorais adequadas à condição operária e à situação vulnerável dos emigrantes.
Do pensamento social, marcado pela reconciliação e justiça destacam-se Cartas pastorais sobre o Socialismo, a Emigração e o Trabalho; Sínodos Diocesanos sobre a Eucaristia, Conferências Públicas sobre o Vaticano I; projectos de lei de índole humanitária, reforçados por Conferências sobre a emigração; e, visitas Pastorais aos EUA, Brasil e Argentina para auscultar a situação dos emigrantes e dialogar com as igrejas locais.
Em 1905, ao regressar do Brasil, semanas antes de falecer, apresentou ao Papa um “memorial” com a descrição de um projecto para a assistência aos migrantes, que só sessenta anos mais tarde é tirado da gaveta para criar o Conselho Pontifico para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.
Em 1997 foi proclamado beato por João Paulo II. Os migrantes passaram a não estar sós nas peregrinações de dignidade.
Depois de décadas de silêncio, foi apresentado à Igreja o padroeiro dos migrantes e refugiados. Um exemplo de santidade testemunhada entre êxodos e exílios dos trabalhadores migrantes.
Ao longo de 2005, a Igreja, os discípulos de João Scalabrini, e todos os defensores da vida dos migrantes são convidados a conhecer e a celebrar, o Centenário da morte do apóstolo incansável dos migrantes, pastor da unidade da família humana e profeta intrépido da Igreja Peregrina!
A OCPM associa-se à feliz e oportuna efeméride da história do compromisso da Igreja com a mobilidade providencial de pessoas, famílias, culturas e religiões.
•Rui Pedro
OLHAR SOBRE O MUNDO
Fragmento de Telhado
Um olhar sobre o mundo… Com olhos de ver faz-nos pensar e interpela-nos a agir… Assim iniciou o V Encontro de Apoio Social do Imigrante, como um passeio de olhar atento.
Pelas ruas, vemos e escutamos diferenças e contrastes que nos encantam, deixando-nos curiosos ou chocados, a estimular o pensamento que por sua vez, pode conduzir à acção.
“Só depois das pessoas pensarem e verem que realmente podem mudar alguma coisa é que as soluções surgem”. Esta consciência de precisar trabalhar em conjunto para construir, ou reconstruir, este país que é a casa de todos os que o souberem amar e estimar, é urgente e necessária! Os imigrantes são os irmãos que chegam sem avisar e podem ajudar a arrumar a casa, se assim o permitirmos.
Não os deixar à margem do processo de reconstrução nacional, é uma mais valia para todos.
Somos desafiados a aceitar que a cidadania, essa palavra que assume outros rostos e outras línguas, é um exercício a praticar por todos. Reforçar a consciência da cidadania, na participação de todos, na promoção dos direitos e cumprimento dos deveres.
Somos desafiados a pensar “em soluções do ponto de vista global e não sectorial”. Aceitar fazer o possível, salvaguardando o mínimo de dignidade.
Ninguém pode ficar excluído! Nenhuma instituição com responsabilidade social: empresas, autarquias, juntas de freguesia, associações, paróquias, ONG… O trabalho em rede é sentido como necessidade, por quem está no terreno e comprovadamente muito mais eficaz.
Imigração com Abrigo foi o tema. Abrigo significa protecção. Protecção consagrada na lei, mas tão difícil de pôr em prática de modo harmonioso, que traduza a diversidade existente, com a dignidade inerente aos cidadãos.
Na lógica das grandes opções de âmbito nacional, o critério da dignidade humana tem que prevalecer sobre o critério económico. A educação e a saúde, são valores mais altos que o consumo. Quanto às opções pessoais, há que ter o cuidado de não criar “guetos” de luxo, na recusa do encontro.
Cada vez mais queremos qualificar o nosso trabalho pastoral e sócio caritativo com o selo de Cristo. O Homem que soube transformar vidas e com os gestos revolucionar mentalidades. É através da nossa presença que o povo sofrido percebe que Deus não o abandona, nem esquece.
“A casa é a grande metáfora do Reino de Deus”. É pela Casa que passa o compromisso cristão. Fazer o que está ao alcance para que os irmãos que se deslocam da sua terra Natal, não se sintam estrangeiros, mas em casa! Contribuir para que haja experiência de reciprocidade nos direitos e comunhão nos deveres. Fazer da sociedade um lugar de inclusão, é responsabilidade de todos e sobretudo dos cristãos, que identificados no agir de Cristo são chamados a ser fermento de uma verdadeira relação de fraternidade, na comunidade e no trabalho.
A proposta do cristianismo identifica-se com o espaço doméstico, onde o Evangelho é partilhado como sagrado à volta da mesa. A casa é o lugar onde acontece a experiência da hospitalidade, partilha e solidariedade. Há uma parcela de experiência cristã que só acontece na intimidade relacional que a casa oferece.
•Eugénia Costa
COMISSÃO EPISCOPAL DE MIGRAÇÔES
Pastoral dos Ciganos
Novo Director
O Pe. Amadeu Dias Ferreira – diocese de Viseu, é o novo director da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos. A nomeação foi proposta pela CEP e Comissão Episcopal de Migrações e Turismo, entre 8 e 11 de Novembro, na 157° Assembleia Plenária.
Substitui o Con. Filipe Figueiredo, da Arquidiocese de Évora.
Com o falecer Irmã Zulmira Cunha foi necessário reconstituir a Direcção Nacional.
A 11 de Janeiro, a nova direcção nacional foi apresentada ao presidente da Comissão Episcopal, D. Januário Ferreira.
Apostolado do Mar
Encontro Ibero-Francês
O Encontro das Direcções Nacionais do Apostolado do Mar de Portugal, Espanha e França vai reunir-se entre 28 de Fevereiro, 1 e 2 de Março, na diocese do Porto, no Clube “Stella Maris” de Leça da Palmeira.
Visa reflectir sobre a especificidade da pastoral, a renovação das estruturas, a formação e a espiritualidade, na valorização da religiosidade popular de cariz marítimo.
“Como evangelizar a afectividade” é o tema escolhido para a sessão que conta com a presença da Comissão Episcopal das Migrações.
Turismo Religioso
Taizé revela “tesouro” para a Paz
Questão actual na Europa e fenómeno recente em Portugal, a imigração pede aos cristãos um olhar sobre a pessoa estrangeira a partir da fé e da experiência bíblica do povo de Deus. Ver na “mobilidade crescente” de pessoas e famílias um dom de Deus para a fraternidade e no encontro de povos e religiões um precioso contributo para a paz, são o maior desafio colocado actualmente à acção das comunidades cristãs. Há uma nova esperança a brotar profeticamente das migrações na Europa. Interpelam a vida quotidiana para o diálogo ecuménico, intereligioso e intercultural. Acolher as potencialidades humanas e universais que a imigração encerra, é ter uma oportunidade providencial para a consolidação da paz no mundo.
A Imigração em Portugal esteve em reflexão num “workshop” do 27º Encontro Europeu de Taizé com testemunhos e respostas concretas para “um futuro de paz e não de infelicidade”. Foram intervenientes o Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas de Lisboa, o projecto “Âncora” da diocese de Évora, um leigo missionário brasileiro e um jovem cristão húngaro, que vive entre muçulmanos na Argélia.
Para “um futuro de paz” é preciso repensar a atitude e o espírito que anima a acção social de muitos cristãos. O “espírito de Taizé” convida a olhar os imigrantes, como pessoas a acolher, portadores de cultura, de civilização, de nova evangelização e genuínos construtores de “redes de paz”. Autêntico “tesouro escondido”, são um apelo à confiança no homem onde Deus se revela.
Aos cristãos, já muito comprometidos nas respostas que a sociedade civil está a dar, pede-se o aprofundar de conhecimento, para não ter apenas o “discurso” dos benefícios económicos, demo-gráficos e culturais, em favor, sobretudo, da sociedade de acolhimento. Somente, deste modo, se poderão vencer os medos, preconceitos e demagogia que impedem o diálogo libertador das diferenças que a mobilidade proporciona e inevitavelmente provoca, de modo espontâneo, no ambiente de trabalho, na escola, na família e na Igreja.
Reconhece-se que a imigração não é uma questão consensual. Algumas razões residem na situação de emergência social, nas respostas implementadas descoordenadas, muito fragmentadas e na abordagem excessivamente política e económica, também dentro da Igreja.
Tal como os 40.000 jovens das mais variadas línguas e confissões cristãs, designados por “peregrinos de confiança através da terra” acolhidos de modo admirável por famílias das dioceses de Setúbal, Lisboa e Santarém, também os imigrantes em Portugal – homens e mulheres, lusófonos ou não – reclamam um acolhimento digno e oportunidades de integração. Eles, ao experimentarem na própria pele, a beleza e o conflito que comporta a construção responsável de uma terra de paz para todos, são o “tesouro escondido” que a Europa e Portugal teimam em descobrir e em reconhecer profeticamente, como parte da solução para uma “sociedade integrada”.
A experiência do “espírito de Taizé” em Portugal, veio demonstrar, de modo eloquente, que Portugal tem muito para dar e receber, para partilhar e exigir dos imigrantes; que, na procura legitima de uma vida de qualidade, são peregrinos de um futuro de paz.
•Rui Pedro
PROCURA-SE
Livro escrito por emigrantes
Experiências de vida… de portugueses que residem ou já residiram no estrangeiro. Um mundo a colectar em livro, com histórias da emigração.
“Contar experiências protagonizadas por portugueses” – é a proposta da Tarso Edições. “As histórias podem ser escritas na 1ª pessoa, por familiares e/ou amigos” sem exceder 3 folhas, A4.
Os textos seleccionados serão editados em livro a lançar na Festa do Emigrante, da RDP Internacional, em Agosto.
Todas as histórias deverão fazer-se acompanhar dos dados pessoais do autor/protagonista: nome, morada, contacto telefónico e país.
Deverá enviar a sua história até 15 de Abril de 2005 para:
tedicoes@netcabo.pt
Mais informações através do
213580224 / 967067343.
AGENDA
Em www.ecclesia.pt/ocpm consulte a agenda mensal com as actividades promovidas pelas Obras da Comissão Episcopal de Migrações e Turismo, pelas Missões Católicas e Organizações ligadas às Migrações.
Pode enviar notícias da Comunidade Católica Portuguesa para divulgação: ocpm@ecclesia.pt
FEVEREIRO 2005
01 – Lisboa, Universidade Aberta – Reunião da Comissão Científica com a OCPM em preparação do Encontro Mundial das Comunidades Portuguesas 2005.
02 – Porto – Reunião da OCPM com o SDPM do Porto em ordem à preparação do Encontro Mundial das Comunidades Portuguesas 2005.
04 a 06 – Colónia, Alemanha – Reunião da “Comissão Migrações” do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), de que a OCPM é membro nomeado.
14 a 17 – Lugano, Suíça – Retiro dos Missionários das Comunidades Católicas de Língua Portuguesa da Suíça, organizado pela Coordenação nacional.
21 a 25 – Alemanha – Retiro dos Missionários das Comunidades Católicas de Língua portuguesa da Alemanha, promovido pela Coordenação Nacional.
fim