A Comissão Episcopal da Pastoral Social manifesta profundo pesar pelo falecimento do Prof. Eugénio Fonseca, incansável com as frágeis da sociedade.

A sua partida é uma perda para todos nós.

Manifestamos a nossa imensa gratidão por aquilo que foi, pela sua palavra, pela sua ação e pelo seu testemunho em favor dos mais carenciados.

Estamos perante uma personalidade incontornável da nossa Igreja em Portugal no serviço caritativo e social, tendo-se afirmado com uma referência no seio da sociedade portuguesa. É um testemunho convincente em favor dos necessitados que não morre nem desaparece. Entre as diversas missões e compromissos que caracterizaram a sua vida, diretamente nesta Comissão Episcopal, destacamos a presidência da Caritas Portuguesa ao longo de duas décadas, além da Cáritas de Setúbal. Esta ação estendia atualmente como Presidente da Confederação Portuguesa do Voluntariado.

Deixa-nos um legado de inconformidade com a miséria e a pobreza; de empenho efetivo a favor dos necessitados e impulso para uma sociedade mais justa, fraterna e solidária. Este legado é um forte impulso para continuarmos a nossa proximidade com todas as fragilidades que afetam as pessoas de hoje e sermos agentes na construção de uma sociedade mais fraterna.

Fazemos memória de algumas das suas afirmações que interpelam:

“Combate deve ser à pobreza, não aos pobres”.

“Temos pobreza envergonhada porque estigmatizamos os pobres, em vez de estigmatizarmos a pobreza”. “O sistema económico e financeiro que nos orienta só valoriza o que dá lucro, põe em primeiro lugar o que tem preço”.

A Doutrina Social da Igreja (DSI) era inspiração para o seu pensamento e ação. Valorizemos este tesouro (DSI) da nossa Igreja que brota do Evangelho na leitura atenta dos “sinais dos tempos” de “cada tempo” sob a inspiração do Espírito Santo.

O féretro chega à Sé de Setúbal às 18h de Domingo, dia 16. A Missa exequial é na segunda-feira, dia 17, às 11h30, na Sé de Setúbal. Incentivamos à participação.

Confiá-lo a Deus bondoso, para quem todos somos um tesouro amado e acarinhado.

(+ Roberto Rosmaninho Mariz – Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social)

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