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Durante a 2ª Guerra Mundial, em França, alguns casais,
preocupados com a desintegração de numerosas famílias e com a necessidade de
aprofundar a sua espiritualidade conjugal, começaram a reunir-se, e, com a ajuda
de um Sacerdote - Padre Caffárel - a compartilhar em equipa os pontos positivos
e negativos da sua vida conjugal e familiar.
Assim surgiu o movimento das Equipas de Nossa Senhora (Équipes de Notre Dame).
A experiência de trabalho em equipa nem sempre foi fácil.
A maior dificuldade provinha da falta de hábito em «falar» (dialogar) com o
outro e sobretudo em saber «ouvi-lo». Reflectindo sobre esse facto, concluíram
que nenhum deles tinha tido uma preparação adequada para o Matrimónio.
Em 1952, o casal M. Pillias, em conjunto com outros e sob a orientação do Padre
Alphonse" d'Heilly, S. J., deixam as Equipas de Nossa Senhora, debruçam-se sobre
as carências espirituais e humanas evidenciadas pelos jovens que se apresentavam
para contrair matrimónio e tentam dar-lhes resposta através de um meio
acessível, cristão e pedagogicamente adequado.
(Caderno nº 9 da FICPM, pág. 27).
Em 1956, depois de escolherem a temática e a pedagogia apropriadas, fundaram o
CPM.
(Gaspar Mora e Ignasi Salvat, «Hacer Caminho con las Parejas», pág. 262).
A metodologia e a pedagogia escolhidas, não obstante as adaptações de tempo e
lugar, ainda mantêm as linhas mestras que estiveram na sua origem.
O CPM expandiu-se pela França, a seguir por Portugal e mais tarde por vários
países da Europa Ocidental e Madagascar.
Actualmente já está implantado no Canadá e tem havido contactos com o Brasil,
Malta e outros países.
Não obstante o CPM ter como origem Casais das Equipas de Nossa Senhora, as
características e objectivos destes movimentos são diferentes, dedicando-se o,
CPM à preparação de noivos para o Matrimónio e as Equipas de Nossa Senhora, à
espiritualidade conjugal.
Em Portugal o CPM existe desde 20 de Março de 1960.
(Estatutos, artº 1, nº 2).
Foi lançado em simultâneo nas dioceses do Porto e, Lisboa por iniciativas e vias
diferentes.
No Porto, surgiu devido a contactos que um casal das Equipas de Nossa Senhora
teve com o CPM, em França, sendo decisiva a intervenção do então Bispo D.
António Ferreira Gomes; em Lisboa, devido às relações existentes entre o Padre
d'Heilly - fundador e grande impulsionador do CPM, que habitualmente passava
férias em Portugal - e alguns casais portugueses.
A expansão do CPM é uma realidade. Actualmente está implantado praticamente em
todas as Dioceses do País.
A Associação dos CPM - Portugal tem Estatutos aprovados pela Conferência
Episcopal em 10 de Abril de 199 1, goza de personalidade jurídica desde 1 de
Julho de 1991 e está inscrita no
Registo Nacional de Pessoas Colectivas desde 21 de Abril de 1994.