Joana é modelo da procura de Deus

Santa Joana mostra que é caminho de beleza, de fé e de felicidade “viver para amar a Deus e servir o próximo”, disse o Bispo de Aveiro.

“Santa Joana Princesa, nossa Padroeira, que hoje celebramos em forma solene, continua viva a proclamar o primado de Deus e dos valores espirituais. A vida da Santa Princesa e a serenidade com que, confiando em Deus se manteve firme neste santo propósito de consagração religiosa, mostram que é caminho de beleza, de fé e de felicidade viver para amar a Deus e servir o próximo”, proclamou o Bispo de Aveiro, na homilia da festa de Santa Joana, no dia 12 de maio.

D. António Francisco realçou que Joana foi como o lavrador e o comerciante das parábolas de Jesus, que tudo fazem para ficar com o tesouro do campo e a pérola. “Quem um dia o [tesouro] encontra desprende-se de tudo para ficar com ele. Assim aconteceu com Santa Joana”.

Joana é modelo para os aveirenses que procuram Deus, já que, embora os estudos sociológicos refiram o aumento da indiferença religiosa, “são também cada vez mais numerosos, aqueles que, batem à porta da Igreja, movidos por uma certa «nostalgia de Deus» e sentem muito forte a interpelação: Como procurar e encontrar Deus?” D. António Francisco realçou que “não basta procurar Deus nos livros, nos debates, nas discussões”, porque “a fé não é uma conquista teórica nem um alcance racional” – daí a pertinência do exemplo da princesa.

O Bispo de Aveiro traçou um percurso biográfico da filha de D. Afonso V e D. Isabel, do nascimento, a 4 de fevereiro de 1452, à morte, em Aveiro, no dia 12 de maio de 1490, para concluir que a princesa “marcou profundamente a história da então vila de Aveiro como marca, também hoje, a história da nossa cidade”. “A sua presença no Convento ajudou a que o estilo de vida religiosa deste convento se tornasse paradigma da vida religiosa dominicana, em Portugal, e o convento fosse procurado por muitas jovens para aí ingressarem. Não se estranha, por isso que a partir do convento de Aveiro e no espaço de pouco tempo tenham sido criados conventos em Lisboa, Leiria, Setúbal e Santarém”, referiu.

Como exemplos de que o testemunho de Joana deixou marcas na história de Aveiro, D. António Francisco referiu a bênção da primeira pedra do Seminário, por D. João Evangelista de Lima Vidal, em 12 de maio de 1942, e a nova Casa Sacerdotal. “Quero, agora, ao pensar nos sacerdotes idosos e doentes e para eles edificar uma Casa Sacerdotal, que esta Casa, já quase construída, seja dedicada, também ela, a Santa Joana Princesa”, disse.

No final da celebração, foram nomeadas cinco jovens da irmandade como aias de Santa Joana. “Confio no vosso testemunho”, disse-lhes o Bispo de Aveiro.

J.P.F.

Críticas ao governo e homenagens a aveirenses

Élio Maia foi muito duro para o governo e a administração central na intervenção da gala realizada no Teatro Aveirense, na noite de 11 de maio. O presidente da Câmara Municipal de Aveiro lamentou que a situação do país e da Europa ponha em causa a recuperação financeira da Câmara e afirmou que “não se percebe” o corte sistemático de verbas do Estado para as autarquias”, ou que haja milhões para ajudar os bancos e nem um cêntimo para as autarquias. Estas são responsáveis por apenas 4% da dívida do país, mas, nos seus funcionários, estão a “pagar a crise”.

Na parte positiva da gala, foram homenageados o Museu de Aveiro, com a Medalha de Ouro, no seu primeiro centenário de existência; o Banco Alimentar Contra a Fome / Aveiro, com a Medalha de Mérito Social, por “dar resposta às carências alimentares em todo o distrito”; o Rancho Folclórico do Baixo Vouga, o primeiro rancho de folclore a ser criado na cidade de Aveiro”, com Medalha de Mérito Cultural; e o Sporting Clube de Aveiro, que tem 200 atletas federados e 1500 alunos nas suas escolas desportivas, com a Medalha de Mérito Desportivo.

Além dos funcionários municipais com 15 e 25 anos de serviço, 26 na totalidade, foram agraciados dois alunos da Banda de Gaitas de São Bernardo: Ana Catarina Damas Carvalho e José António Dinis Fernandes, que foram convidados a integrar a Real Banda de Gaitas de Ourense (Galiza, Espanha).