O meu encontro com Santa Joana

Certo fim de tarde, estava um pouco cansado e deixei-me sonhar.

Gostava de voar, mas como não tenho asas, fui de avião.

Nesta minha viagem, encontrei uma bela senhora que me fazia lembrar alguém. O seu rosto bonito e doce era de santa.

Mas, quem seria? Então, perguntei-lhe:

— Olá senhora, eu sou o Carlos e você?

— Olá Carlos, eu sou a Joana.

— Claro, és a Princesa Santa Joana!

— Sim, sou eu. Vejo que andas preocupado, porquê?

— Olha, com a vida!

— Sabes, a nossa vida tem que ter um sentido; se não tudo parece não prestar.

— Eu sei, mas as pessoas são más, há tantos trabalhos de casa para fazer… quero ser livre!

— É bom que procures a Liberdade, mas não te esqueças que tens muitas obrigações!

— Mas isso para que serve?

— Para seres um bom homem. Deves lutar e até mesmo parecer teimoso por tudo aquilo que te faz sentir bem, mas tens sempre de respeitar os outros e ouvi-los. Vê que eu também queria ser livre, lutei e não quis a coroa de princesa mas sim o hábito! Com fé e perseverança, consegui!

— Pois, tu sofreste muito porque tinhas o mimo e compreensão que as mães nos dão; e é tão bom!

— É verdade que o sofrimento amadurece as pessoas e além disso eu também brincava como tu. O que mais gostava de fazer era refugiar-me no Paço e rezar. Era muito difícil, pois ser filha de reis era como uma espécie de escravatura doirada!

— Eu sei, quase toda a guarda do teu reino te acompanhava, não conseguias estar só. Como era o teu pai?

— O meu pai, el-rei D. Afonso V, conhecido como o africano, andava nas descobertas de outros países com as suas tropas, mas era muito meu amigo. E o teu?

— O meu pai é fixe, é mesmo um companheirão!

— Fico contente. Mas, porque estás descontente com a tua vida?

— Na minha escola há meninos maus que só nos querem fazer mal; à noite, ligamos a televisão e no telejornal só se vêem desgraças… está tudo muito mal!

— No meu tempo também havia muita gente que vivia de intrigas e vaidades e isso entristecia-me. Como era possível as pessoas serem tão pobres de espírito? Felizmente, quando fui para o mosteiro de Jesus, tudo era sereno e verdadeiro!

— Pois, mas já passou tanto tempo e continua a ser assim! Santa Joana, diz-me o que fazer, pois às vezes tenho medo de não ser capaz.

— Carlos, para seres feliz tens que lutar; por isso, quando vires que as coisas não estão bem, ensina as pessoas e nunca desistas. Se ajudares quem precisa como eu fiz, estás a amar Deus e Ele vai compensar-te. Não tenhas receio, CRÊ somente!

— Eu sinto que ás vezes Jesus está comigo, Ele mostra-me o caminho certo e eu fico bem.

— Continua assim e não sejas preguiçoso, pois precisas de estudar para cresceres em todos os aspectos.

— Ok, vou fazer isso e prometo-te que nunca mais me vou esquecer de ti. És uma grande amiga! Obrigado.

Plim… Plum… Catrapum….

Acabou o sonho! Vou trabalhar para ser uma BOA PESSOA.

Carlos Pedro (10 anos – “Infante”)