No domingo, 14 de Setembro, o povo de Salselas, Trás-os-Montes, prestou homenagem à sua Padroeira, a nossa Santa Joana. E como não podia deixar de ser, a Irmandade de Santa Joana Princesa fez-se representar nos festejos, participando na Eucaristia e na procissão, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos.
O provedor, Eng. Manuel Bóia, dois Irmãos, duas Irmãs e uma Açafata apresentaram-se vestidos a rigor, como é timbre desta Irmandade, contribuindo, com a sua presença, para estimular o culto à Padroeira da Cidade e da Diocese de Aveiro em terras transmontanas.
No fundo, como salientou Manuel Bóia ao Correio do Vouga, esta ligação a Salselas mais não é do que uma geminação espiritual, mesmo sem papéis que legitimem esta realidade.
O culto a Santa Joana foi para aquela freguesia em 1847, pela devoção de D. Maria Delfina de Miranda, filha do Tenente-Coronel Miranda, que viveu em Aveiro, no cumprimento das suas obrigações militares.
Nessa altura, a beatificação de Santa Joana deve tê-la marcada indelevelmente, levando-a a nunca mais deixar de a venerar e a difundir, entre os seus conterrâneos, o culto pela filha de D. Afonso V.
Diz a tradição que o povo de Salselas tem tal devoção pela sua Padroeira, que até acredita que a trovoada não faz estragos na região. Um idoso nonagenário afirmou mes-mo ao provedor da Irmandade que, ao adivinhar-se a tempestade, há o hábito de abrir a porta da Igreja, para que Santa Joana os proteja, o que, de facto, tem acontecido, há mais de 200 anos.
