Muitos Trabalhadores não podem viver uma vida digna. Os salários que não são suficientes, para a vida, o emprego precário, as más condições de trabalho, o trabalho que provoca a doença e a exploração do trabalho infantil fazem parte da vida quotidiana de muitos, para além de a muitos ser negado o direito a sindicalizar-se e de uma grande percentagem de trabalhadores no Sul trabalharem no sector informal.

A situação laboral é incerta e a segurança laboral não está garantida. Em muitos casos as pessoas ganham muito pouco para eles e suas famílias se poderem libertar da pobreza. O acesso à educação, à saúde, à habitação, à alimentação, aos serviços e à proteção social, são muito limitados, mas, são fundamentais para levar uma vida digna.

O sistema mundial capitalista exerce violência estrutural. Os países ricos do Norte impõem o seu poder económico contra os países pobres do Sul. Exploram as matérias-primas enquanto exportam os seus produtos agrícolas subsidiados destruindo assim a economia local. As empresas multinacionais compram terras e, portanto, violam os direitos de propriedade, os direitos costumeiros e a auto-suficiência da população. Milhões de pessoas que fogem da pobreza não são aceites. Os políticos tentam afastá-los das fronteiras da Europa.

O capitalismo financeiro globalmente ativo domina e dirige a economia e a política em todo o mundo. São os grandes gestores de ativos e do dinheiro, poderes económicos que saíram vitoriosos da Globalização, numa ansia de ganancia, à custa dos trabalhadores, dos desempregados, dos débeis, dos pobres e dos excluídos.

 

“Jesus Chamou-os e disse-lhes: Sabei que os chefes das nações dominam e abusam muito do seu poder sobre os homens” (Mateus 20:25).

A Doutrina Social da Igreja é dura com a economia atual. O Papa Francisco disse:         “ Não a uma economia de exclusão e disparidades de rendimentos, porque: “Esta economia mata”. (Evangelii gaudium, 53).

Caímos na indiferença globalizada deste mundo globalizado. Temo-nos acostumado ao sofrimento do próximo que não nos preocupa, não nos importa, não é problema nosso. “ (Homilia de Francisco en Lampedusa, 08/07/2013)

 

O MMTC – Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos, procura estabelecer uma globalização de justiça e solidariedade contra a globalização da indiferença. Exigimos um direito mundial ao trabalho digno. O objetivo deve ser que as pessoas em todo o lado possam viver e trabalhar com dignidade.

Para isso necessitamos de contrariar o trabalho inadequado, o trabalho escravo, o trabalho infantil, as condições de exploração no trabalho e as formas que danificam a sua natureza: o trabalho precário e os baixos salários; as agências de trabalho temporário; o trabalho forçado e o trabalho em esforço; o trabalho que segue ao ritmo da máquina.

O Trabalho digno é um tema abordado pela OIT – Organização Internacional do Trabalho, desde a sua fundação, há 100 anos. O trabalho digno converteu-se numa contribuição crucial para reduzir a pobreza mundial. As Nações Unidas (ONU), incluíram o trabalho digno, como seu objetivo na “Agenda 2030” para o Desenvolvimento Sustentável.

O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC) juntamente com a Confederação Sindical Internacional, (CSI) consideram o 7 de outubro como “Dia Mundial pelo Trabalho Digno”.

 

 MOVIMENTO MUNDIAL DE TRABALHADORES CRISTÃOS (MMTC)