O simples conhecimento deixa sempre o objecto à distância por mais que o aproxime. Só o conhecimento impregnado de amor benevolente nos impele para os outros e nos identifica, afectivamente, com eles. Só o amor pode ir queimando o nosso egoísmo e fazer-nos passar para além da justiça legal. Não é por falta de conhecimento do estado de miséria do mundo que os grandes, quando se reúnem (os dirigentes do G8, por exemplo), chegam a conclusões tão miseráveis. Falta-lhes o que sobrava ao samaritano: a compaixão.
Bento Domingues
Público, 15-07-07
Ter filhos em Portugal é uma aventura muito cara e pouco apoiada.
Armando Esteves Pereira
Correio da Manhã, 12-07-07
Será que queremos mesmo que as selecções portuguesas de futebol sejam embaixadoras do país?
O vergonhoso comportamento de alguns jogadores dos sub-20, na madrugada de sexta-feira [13 de Julho], no Canadá, obriga-nos a fazer a pergunta. E, racionalmente, a res-posta tem de ser negativa. Aquilo não é Portugal, embora possa ser uma pequena parte dele. E não é, certamente, o país que queremos nem a forma como gostaríamos que ele fosse visto de fora.
(…) Valores errados, maus mestres, péssimos exemplos.
Paulo Ferreira
Público, 14-07-07
Os jornalistas estão a assistir a uma ofensiva como nunca se viu em 30 anos de democracia.
Manuel Vitorino
Jornal de Notícias, 14-07-07
Por baixo da espuma permanece o essencial [que levou aos maus resultados dos exames do 9.º e 12.º anos]: o não se ensinar devidamente, o continuar a vingar uma filosofia pedagógica que permite o facilitismo e castiga a exigência.
José Manuel Fernandes
Público, 15-07-07
Dos 77 monumentos nomeados [para as 7 Maravilhas de Portugal], 27 são de carácter religioso (…). Se bem que a nossa ideia moderna de Estado não possa ser extrapolada para o passado, a verdade é que poucas maravilhas nos deixou o Estado, se comparado com a igreja (…).
José Pacheco Pereira
Público, 14-07-07
O Homem é constitutivamente um ser de desejo, mas precisamente assim: nunca sacia o seu desejo. Nunca tem o suficiente, nunca é suficientemente. Por mais que alcance, o realizado não satisfaz o que deseja. Há um abismo insu-perável entre o que se deseja e o alcançado. Por isso, o Homem é um ser irremediavelmente perguntante.
Anselmo Borges
Diário de Notícias 14-07-07
