O Pão foi “rei e senhor” em Vagos, tendo servido de mote para a realização da primeira Bienal do Pão, que decorreu na Praça do Município, no centro de Vagos, de 12 a 15 de Julho, numa organização da Câmara Municipal de Vagos e da Ferneto, com o apoio do NEVA – Núcleo Empresarial de Vagos e da Plange.
O evento contou com uma demonstração, ao vivo, de produção de vários tipos de pão, com destaque para o pão que resultou da junção de variadas farinhas e sementes e que esteve disponível para prova. A par dessa demonstração, o certame reuniu stands onde estiveram à venda vários tipos de pão regional, entre os quais o pão de Vale de Ílhavo (padas, folares e pão com chouriço), as fogaças de Santa Maria da Feira (doce), a broa de batata e frutos secos de Santa Catarina de Vagos (doce), a broa de Avintes e vários produtos de pastelaria e doçaria tradicional.
Em paralelo, decorreram duas áreas de exposições. Uma, ao ar livre, com o ciclo do pão, desde a preparação do cereal (com as ferramentas da eira tradicionais) e da sua moagem (com a miniatura do moinho), até à venda do pão (com a antiga bicicleta usada para a venda do pão), passando pela apresentação dos utensílios usados na produção do pão, incluindo o forno. A outra, no Palacete Visconde Valdemouro (antigos Paços do Concelho), com duas exposições trazidas a Vagos pelo Museu do Pão (de Seia): uma intitulada “O caminho dos Reis de Portugal”, com “medalhões”, feitos em massa de pão, retratando todos os reis de Portugal, mostra complementada pela exposição fotográfica “História(s) da Terra”.
Um dos pólos de interesse do certame foi a exposição dos trabalhos concorrentes do Concurso de Esculturas, em massa de pão. Foram várias as peças expostas, algumas de grandes dimensões, como as que representavam o conjunto arquitectónico formado pela Igreja Matriz e Palacete Visconde Valdemouro, e a que representava o edifício do Palácio de Justiça. Igualmente, há que destacar outras peças em massa de pão, como a azenha, o conjunto barco / farol, o boneco, o chapéu, entre outros.
A Bienal do Pão incluiu ainda uma zona de restauração (repartida por duas áreas) e o recinto de espectáculos.
